A Polícia Civil de Goiás prendeu, no início de agosto de 2026, um pai e uma madrasta suspeitos de encomendar a morte do próprio filho, um jovem de 28 anos, na zona rural de Trindade, cidade da Região Metropolitana de Goiânia. O crime, que ocorreu em janeiro deste ano, teria sido motivado por uma disputa envolvendo R$ 60 mil que a vítima cobrava dos pais, valor deixado há anos pela mãe biológica do rapaz.
Segundo as investigações, para não entregar o dinheiro ao filho, o casal teria pago R$ 15 mil a um cunhado da vítima, que foi até a casa do jovem para executar o assassinato. O caso, que choca pela ganância e pela frieza do planejamento, segue sob apuração das autoridades policiais.
O jovem de 28 anos foi assassinado dentro de casa, na zona rural de Trindade, em janeiro de 2026. De acordo com informações divulgadas pelo Diário Goiano, a vítima cobrava insistentemente dos pais um repasse de R$ 60 mil que seria de seu direito, dinheiro deixado pela mãe biológica anos antes.
Em vez de honrar a dívida, o pai e a madrasta teriam arquitetado um plano para eliminar o próprio filho. Segundo as investigações, o casal pagou R$ 15 mil a um cunhado da vítima, que se deslocou até a residência do jovem e executou o homicídio.
O caso foi investigado pelo Grupo de Investigações de Homicídio (GIH) de Trindade, vinculado à 16ª Delegacia Regional de Polícia (DRP). Após apurações, a Polícia Civil identificou o pai e a madrasta como mandantes do crime e efetuou as prisões no início de agosto de 2026.
O executor do crime, cunhado da vítima, também foi identificado pelas autoridades. Segundo a polícia, o homem recebeu R$ 15 mil para cometer o assassinato, valor pago pelo próprio pai e pela madrasta do jovem.
A companheira do rapaz assassinado pediu justiça após a perda irreparável. Em depoimento, ela relatou o impacto devastador do crime e a incredulidade diante da motivação mesquinha que levou à morte do parceiro.
“É uma dor que não tem tamanho. Perder alguém que você ama por causa de dinheiro, e ainda por cima ser morto pela própria família, é algo que não dá para entender”, desabafou a viúva, que preferiu não ter o nome divulgado.
O caso de Trindade se soma a uma série de crimes motivados por disputas de herança registrados em Goiás nos últimos anos. Em dezembro de 2024, uma filha foi presa suspeita de mandar matar o próprio pai para receber uma herança de R$ 3 milhões em Campos Verdes, no norte do estado.
Em outro caso emblemático, dois filhos de um fazendeiro foram presos suspeitos de mandarem matar o pai por causa de uma herança bilionária em Quirinópolis, no sudoeste goiano. O patrimônio da vítima era estimado em cerca de R$ 1 bilhão.
Segundo o Ministério Público, crimes envolvendo disputas por herança e conflitos familiares são recorrentes no Brasil, com familiares insatisfeitos com a divisão de bens ou valores optando por eliminar a vítima para obter o patrimônio.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goiás. Os suspeitos — pai, madrasta e o cunhado executor — devem passar por audiência de custódia e, se indiciados, serão julgados pelo Tribunal do Júri.
A pena para homicídio doloso varia de 6 a 20 anos de prisão, podendo ser aumentada em caso de mandante do crime ou se houver qualificadoras, como motivo torpe (ganância, por exemplo).
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