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Caso João de Deus: Juíza responde a Toffoli que médium não tem problema de saúde que exija atuação de cardiologista

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A juíza Marli de Fátima Naves enviou documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (4) afirmando não haver, “até a presente data”, necessidade de que o médium João de Deus receba atendimento especializado em cardiologia. O médium está preso após ser denunciado por abusos sexuais. O ministro Dias Toffoli, presidente do órgão e responsável por analisar o pedido de habeas corpus, havia feito questionamentos a respeito da saúde dele.

A posição da magistrada contraria pedido da defesa do médium, que havia solicitado a transferência dele da cadeia para um hospital, justamente para tratar problemas no coração.

Os advogados de João de Deus protocolaram a petição após o religioso passar mal no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, onde está detido. Na quarta-feira (2), ele teve sangramento na urina e foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Parque Flamboyant.

De lá, ele precisou ser transferido para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde passou por exames mais detalhados. Como a unidade de saúde não viu motivos para uma internação, ele teve alta e foi levado de volta ao presídio já na madrugada de quinta-feira (3).

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Para embasar seu posicionamento, a magistrada pontuou que telefonou para a diretoria do Núcleo de Custódia nesta sexta-feira, recebendo a informação de que João de Deus “recebeu a visita de quatro advogados e não apresentou nenhuma queixa acerca de seu estado de saúde”.

Por fim, a juíza afirma que todas as informações e documentos serão enviados ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que tais cortes possam analisar os méritos nelas impetrados.

Em seu relato, a juíza diz que a defesa protocolou o pedido de transferência de João de Deus para o Hospital Santa Helena, unidade particular em Goiânia, para acompanhamento de seu médico cardiologista. Ela diz que a demanda foi passada à análise do Ministério Público, que indeferiu o pedido.

A magistrada cita que João de Deus foi atendido no Núcleo de Custódia, levado à UPA e depois, ao Hugo. Lá, após passar por diversos exames, o relatório apontou que o médium apresentava “hematuria (sangramento na urina) discreta sem infecção”, além de estar “consciente, orientado, em ventilação espotânea sem desconforto respiratório”.

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Diante do quadro, os médicos deram alta ao médium, solicitando que ele continuasse a manter acompanhamento ambulatório “como já tem feito regularmente”.

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