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Ceres: Vítima de acidente em parque de diversões tem morte cerebral, diz irmã

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A jovem Isabella do Amaral, de 16 anos, uma das quatro vítimas do acidente com o brinquedo Surf, em um parque diversões instalado em Ceres, durante a FEICER, teve morte cerebral na manhã desta segunda-feira (3). A informação foi confirmada pela irmã da garota, a cabeleireira Gabriela Amaral Vieira. Outra ferida segue internada e duas já receberam alta.

A menina, que havia perdido um dos rins, teve traumatismo craniano, diversas lesões e estava em coma induzido, acabou parando de responder ao tratamento médico e veio a óbito.

A jovem estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Anápolis (HUANA) desde que sofreu o acidente, na madrugada do domingo 26 de agosto de 2018.

Cunhado de Isabela, o conferente João Paulo Oliveira Silva, 34, disse que toda família está muito abalada. “Todo mundo em choque, pedindo força para Deus porque é difícil. Uma jovem cheia de vida. Às vezes nós queremos uma coisa, mas o plano de Deus quer outra”, desabafa.

Acidente

O acidente aconteceu por volta de 02h, no parque de diversões instalado na Feicer, em Ceres, e deixou 4 adolescentes feridas. As adolescentes estavam no brinquedo Surf, que provavelmente abriu uma de suas travas e acabou lançando as meninas do brinquedo. A Polícia Civil segue investigando o caso e até o final do mês de setembro deve estar com o inquérito concluído.

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Investigação

Responsável pelo parque, Juarez Alves da Costa já foi ouvido, mas pode ser interrogado novamente após a conclusão dos laudos. A polícia também colheu o depoimento do operador do brinquedo, Raimundo Genivaldo da Lima Costa.

O exame toxicológico do funcionário do parque ainda não ficou pronto, mas, durante depoimento, o profissional contou que não faz uso de entorpecentes e não havia ingerido bebida alcóolica no dia. O delegado Matheus Costa Melo disse que o operador relatou ter tentado salvar uma das vítimas.

“O operador disse que viu uma das meninas que caiu na plataforma e, quando viu, não lembra de ter desligado o brinquedo. Ele acredita que tenha mantido na posição de giro, o que faz com que o brinquedo pegue velocidade mesmo. A máquina teria diminuído a velocidade se ele freasse ou colocasse no neutro”, explicou.

A polícia precisa ouvir as estudantes feridas e novas testemunhas. Ele também deve analisar laudos periciais e a documentação requerida por ele ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), à Prefeitura de Ceres e ao Corpo de Bombeiros.

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Documentos

O Ministério Público está analisando se a documentação apresentada pelo responsável pelo parque está dentro da normalidade. Segundo o promotor de Justiça Marcos Rios, os laudos assinados por um engenheiro mecânico foram emitidos dias antes dos brinquedos estarem montados.

“Os brinquedos foram montados no dia 22 de agosto. No entanto, as vistorias foram feitas no dia 17, ou seja, quando os brinquedos estavam ainda nos caminhões. Então estamos apurando para saber a legalidade das licenças apresentadas pela administração do parque à Prefeitura de Ceres e repassada a nós”, disse o promotor.

Gerente do parque, Anderson Amorim disse que as vistorias feitas pelo engenheiro mecânico foram feitas antes dos brinquedos serem montados, para viabilizar a vistoria do Corpo de Bombeiros, e também depois da montagem dos equipamentos.

“Os brinquedos são alocados, o engenheiro faz o rascunho e envia para os bombeiros. Os bombeiros fazem a vistoria e emitem outro laudo. A vistoria do engenheiro é mais visual, mas é suficiente para atestar que os brinquedos estão aptos a operar. Ele verifica toda a estrutura mecânica e elétrica”, defendeu.

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