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Chegou Outono, mas calor deve continuar em Goiás

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O início do outono, estação que começou no último domingo (20), será de calor e com alta incidência de pancadas de chuvas em Goiás, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com o órgão, o estado deve ficar sob os efeitos do fenômeno El Niño. Entre as consequências estão temperaturas médias acima de 30º C até o início do mês de maio.

Segundo a chefe do setor de previsão do tempo do Inmet, Elizabete Alves Ferreira, uma das características do outono é a queda das temperaturas mínimas, o que não deve acontecer agora no início da estação. “Apesar do outono geralmente marcar o início de um tempo mais ameno, por conta do El Niño vamos continuar tendo forte calor e a incidência das chuvas no entardecer”, afirmou a meteorologista.

De acordo com ela, a média das temperaturas mínimas previstas para o estado devem reduzir gradativamente. No entanto, segundo Elizabete, a previsão é que, apesar da queda, as temperaturas ficarão pelo menos 1ºC acima do que se espera para o outono.

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“Como não temos estações bem definidas, não temos a mudança do tempo imediata, como acontece em outras regiões do planeta. A tendência é que os efeitos do El Niño sejam neutralizados aos poucos e as temperaturas comecem a cair, tudo de forma gradual”, disse.

Conforme a previsão do Inmet, a partir do mês de maio é que a população deve perceber uma mudança mais efetiva. Uma das caracterísitcas da estação é a frequência de dias com a massa de ar frio interferindo nas temperaturas.

“É a partir de maio que temos, por exemplo, mínimas de até 10º C no início dos dias e máximas entre 25 e 28 ºC, que são consideradas temperaturas abaixo da média de nosso estado”, ressaltou a meteorologista.

 

El Niño

O fenômeno climático El Niño faz com que águas quentes do Pacífico central se espalhem na direção das Américas do Norte e do Sul. Ele foi observado por pescadores na costa da América do Sul por volta de 1600, quando as águas do Oceano Pacífico ficaram estranhamente quentes.

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Segundo William Patzert, especialista em clima do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL, na sigla em inglês) o fenômeno tem causado a forte seca no nordeste brasileiro, enquanto que no sul do Brasil e norte da Argentina são registradas inundações.

Conforme o especialista, o El Niño acontece em intervalos entre dois e sete anos, normalmente atingindo seu pico no final do ano – embora seus efeitos possam persistir até os três primeiros meses do ano seguinte e durar até 12 meses.

Patzert ressalta que o atual El Niño é o mais forte registrado desde 1998 e, segundo os especialistas, deve ficar entre os três mais poderosos de que se tem conhecimento. Segundo a World Water Organization (Organização Mundial da Água, ou WWO), nos três meses de pico, médias de temperatura na superfície das águas do Pacífico tropical devem ficar mais de 2ºC acima do normal.

Do G1 Goiás por Murillo Velasco

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