Um homem identificado como companheiro de Ana Lúcia Gomes da Silva, de 44 anos, foi preso em Goiânia suspeito de ter matado a mulher, cujo corpo foi encontrado enrolado em um lençol em uma mata próxima ao Hugol. O caso foi divulgado pela Polícia Civil nesta sexta‑feira (20), que aponta que o suspeito teria dado uma versão inicial sobre um desentendimento doméstico que derivou para o crime.
De acordo com as autoridades, o casal morava em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia. O delegado Marcus Cardoso explicou que o homem confessou ter empurrado Ana Lúcia durante uma discussão, o que teria causado uma queda com forte impacto na cabeça. Em depoimento, o suspeito alegou acreditar que a vítima teria entrado em coma após o acidente, o que motivou a tentativa de esconder o corpo.
Para ocultar o cadáver, o homem teria pedido ajuda a dois vizinhos, que, segundo a polícia, foram ameaçados para participar da ação. O corpo de Ana Lúcia foi colocado em um carrinho de reciclagem, enrolado em um lençol e levado até uma mata no bairro Santos Dumont, onde foi encontrado. O local, de difícil acesso, foi localizado após a Polícia Civil colher testemunhos e realizar diligências com base nas informações prestadas pelos suspeitos.
O Instituto Médico Legal está realizando exames de corpo de delito para definir com precisão as causas da morte e se há marcas de violência compatíveis com homicídio. A polícia ainda apura se o crime configura feminicídio, devido à relação de gênero e ao contexto de violência doméstica. O companheiro da vítima permanece preso, enquanto os dois vizinhos também foram detidos e respondem como suspeitos de participação na ocultação do cadáver.
A Polícia Civil ressaltou que o caso ilustra a gravidade da violência doméstica e a importância de denúncias rápidas, já que o isolamento e o medo podem impedir que vítimas e testemunhas procurem ajuda. Moradores do entorno do Hugol relataram ter visto movimentações suspeitas na região nas horas que antecederam a descoberta do corpo, mas apenas voltaram a se pronunciar após a prisão do principal suspeito.
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