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Opinião

Crise climática é sobre economia e não sobre o planeta

Nós vivemos em um país em desenvolvimento e, além de termos uma lacuna educacional enorme, enfrentamos problemas semelhantes na cultura e economia. Dessa forma, a expectativa de comportamento para o mundo corporativo gira em torno de que toda empresa tenha seu papel de também ser uma escola formadora, compartilhando da sua cultura, visão e valores. A partir disso, desenvolver uma comunicação cada vez mais integrada e persistente com o objetivo de educar sempre quem está à nossa volta.

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Eco = ambiente, Nomia = regras. Logo percebemos que as regras para conviver neste âmbito estão desarmônicas. O planeta se regenera há milhares de anos, porém só agora o ser humano está lutando para a sobrevivência de sua espécie. A partir dessa óptica, nós criamos um sistema no qual vivemos e, no dia 16 de março, é comemorado o Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, carregando um objetivo ainda maior, o bem-estar da humanidade.

É importante a consciência para refletir. A natureza tem seu limite de regeneração e, nós como seres humanos, ultrapassamos esse limite, fazendo necessário criar um dia para lembrarmos de olhar para nossos atos e ações que contribuem para as mudanças climáticas.

Quando falamos de mudanças climáticas, estamos nos referindo a vários ciclos que envolvem a evolução humana. Essa evolução nos coloca de encontro com todo o avanço histórico tecnológico que, mesmo indiretamente, causou a crise que vivemos hoje. Mas também não podemos desmerecê-lo, pois a inexistência desses avanços limitariam o poder tecnológico que possuímos atualmente.

No âmbito corporativo, as empresas como um todo tem um papel fundamental, assim como um ciclo econômico. Quando a empresa se propõe a realizar processos com compliance, seriedade e comprovações de suas ações, ela se torna uma aliada no combate à crise climática em diversos segmentos. Dessa forma, as atitudes das instituições provocam a mudança em parceria com o ambiente. Não adianta apenas o produto estar alinhado com a pauta, é preciso criar uma rede em torno dele para que toda a malha logística funcione. O impacto disso tudo é sistêmico, a empresa é feita de pessoas, as pessoas produzem resultados, logo mudanças são geradas.

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Em novembro de 2021, foi realizada a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre mudanças do clima. Para o Brasil, se olharmos para um cenário direcionado ao meio ambiente, tivemos em pauta assuntos muito pertinentes como: fonte de energia renovável e investimento em energia limpa. O que levou os representantes brasileiros presentes no encontro a levantar diversas alternativas e promessas assumindo a responsabilidade de fazer a diferença nessa luta contra os impactos da crise climática. Afinal, o planeta vai continuar, o que vai acabar, se nada fizermos, é a raça humana.

Uma das metas globais apresentadas na COP 26 foi a redução de 30% da emissão de gás metano, que é liderado pelos países produtores de agronegócio. Medida que impacta diretamente na economia brasileira. E como reverter isso? A partir de alternativas de compensação e redução de desmatamento, pois não impactam diretamente a economia brasileira, como a missão dos stakeholders para que as práticas de redução se tornem uma realidade.

A minha expectativa e a de todos que estão à frente de grandes empresas, é que no futuro não precisemos cobrar mais essas atitudes, mas que seja algo natural. É evidente que é preciso cada vez mais olharmos com atenção para nossas atitudes e traçarmos estratégias menos destrutivas aos recursos naturais, porém muitas vezes isso não acontece.

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Nós vivemos em um país em desenvolvimento e, além de termos uma lacuna educacional enorme, enfrentamos problemas semelhantes na cultura e economia. Dessa forma, a expectativa de comportamento para o mundo corporativo gira em torno de que toda empresa tenha seu papel de também ser uma escola formadora, compartilhando da sua cultura, visão e valores. A partir disso, desenvolver uma comunicação cada vez mais integrada e persistente com o objetivo de educar sempre quem está à nossa volta.

Para mim, a tese deste artigo é que a economia precisa mudar suas regras para adaptar-se ao ambiente no qual está inserida. E isso é sobre ESG e um mundo mais limpo e respeitoso, com infinitas possibilidades de avanço da tecnologia. É muito importante termos datas como essa para relembrar e reforçar a mensagem que o protagonismo da mudança climática está em cada um de nós, desde pequenos hábitos até grandes projetos globais como os 17 ODSs para 2030.

Renata Ankowski é formada em administração de empresas

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