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Plantão Policial

Desarticulada organização criminosa que vendia documentos médicos falsos

São cumpridos sete mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário após investigação que identificou os integrantes do grupo.
Durante a investigação, foram identificados mais de 160 documentos falsificados (Foto: PC)

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A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), deflagrou, na manhã desta terça-feira (24/03), a Operação Prognóstico. O objetivo é desarticular uma associação criminosa especializada na produção e venda de documentos médicos falsificados pela internet.

São cumpridos sete mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário após investigação que identificou os integrantes do grupo.

As apurações apontam que a organização atuou de forma estruturada de 2020 a 2024, operando como uma empresa digital criminosa, com divisão de tarefas, atendimento ao público e sistema financeiro organizado.

Documentos médicos

O grupo utilizava sites com aparência profissional para comercializar atestados médicos, exames laboratoriais e receitas falsas, incluindo documentos sensíveis como testes de DNA, exames de gravidez — com resultado conforme solicitação — e atestados para justificar ausências em trabalho e instituições de ensino.

Os documentos eram ofertados com tabela de preços, variando conforme a demanda, e apresentados com aparência legítima, contendo identificação de médicos reais, códigos CID, carimbos e assinaturas falsas. Após a contratação, os materiais eram enviados por meio digital e também fisicamente, inclusive via Sedex, alcançando diversas regiões do país.

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Durante a investigação, foram identificados mais de 160 documentos falsificados, evidenciando a dimensão do esquema e o potencial lesivo à fé pública, à saúde coletiva e a relações jurídicas e sociais.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de falsificação de documento público, falsificação de documento particular e associação criminosa. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis beneficiários.

Agência Goiás de Notícias

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