Dr. Fabiano Moura

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Zumbido

Zumbido é uma sensação sonora de um som que não existe e não foi gerado no meio ambiente. A pessoa ouve o som e tem certeza disso, mas o som não veio de fora, e sim foi gerado dentro do próprio corpo. Algumas vezes a pessoa sente o zumbido em um ouvido ou outro, mas muitas vezes o zumbido é “na cabeça”, como vários pacientes definem.

Existem vários tipos de som de zumbido: apito, cigarra, motor ligado, pulsátil, mais agudo ou mais grave, como uma borboleta etc. Muitas vezes também o paciente tem dificuldade até para definir como é seu zumbido, de tão subjetivo que é. Geralmente, ele está atordoado. Se o zumbido for 24 horas por dia, como você acha que ele se sente?

O zumbido é causa frequente de ansiedade extrema e insônia. Pode levar a mau relacionamento familiar e social. Pode incapacitar a pessoa. Infelizmente, há relatos de diversos casos de suicídio por motivo exclusivo do zumbido. Mas o médico pode ajudar muito, tanto no diagnóstico quanto no tratamento.

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São causas mais comuns de zumbido:

1) Acúmulo de cera no ouvido. Em uma simples consulta com otorrino, onde é realizado um exame de otoscopia, a cera pode ser removida através de uma pinça ou pela lavagem do ouvido e seu problema está resolvido.

2) Perda auditiva. Nesse caso é importante fazer um exame de audiometria para avaliar se seu zumbido ocorre devido à perda de audição.

3) Labirintite também pode acorrer junto com zumbido. Existe um tipo de labirintite que causa além da tontura, diminuição da audição e chiado no ouvido.

Alimentos tipo: café, chocolate, refrigerante, comida gordurosa, também podem causar ou piorar o zumbido.

4) Colesterol alto, tireóide, diabetes, triglicérides também!

5) Tumores no ouvido são raros, mas podem causar zumbido.

6) Disfunção da articulação têmporo mandibular (DTM), bruxismo (ranger os dentes), além de causar dor de cabeça e de ouvido também pode causar zumbido.

NUNCA acredite que zumbido não tem cura! A cura existe em alguns casos, mas a melhora e o controle existem também na maioria dos outros casos. Enfim, zumbido tem sim tratamento!

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Essas são as dicas do Dr. Fabiano Santana Moura. Otorrinolaringologista. Atende do Centro Clínico e Diagnóstico São Pio X. Fone: 3307 1505 Whatsapp 9962 6052

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Refluxo Gastroesofágico (RGE)

O Refluxo Gastroesofágico (RGE)é a apresentação mais conhecida da doença do refluxo.

Seus sintomas de queimação, regurgitações, azia e desconforto abdominal após às refeições são causados pela queimadura e lesão da mucosa do esôfago – tubo responsável por encaminhar os alimentos da garganta até o estômago.

Boa parte dessas pessoas não apresenta queixas na garganta e na via aérea.

Quando não tratado, as lesões na mucosa esôfago podem se tornar mais graves e profundas, levando ao aumento no risco de câncer.

O que é o Refluxo laringofaríngeo (RLF)?

Durante os episódios de refluxo, a secreção ácida pode subir e atravessar todo o esôfago, chegando à garganta, e mesmo ao nariz e pulmões. Quando esse tipo de refluxo ocorre, o classificamos como refluxo laringofaríngeo (RLF).

Os sintomas mais comuns do Refluxo Laringofaríngeo são: irritação, queimação e secura na garganta, tosse crônica, que tende a ser pior a noite e ao acordar, rouquidão, pigarro.

Nos casos mais sérios, principalmente em crianças e idosos, podem surgir otites e sinusites de repetição, além de pneumonias e outras alterações pulmonares.

Pessoas de todas as idades podem sofrer de RGE ou RLF.

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Dentre às possíveis causas do refluxo, destacam-se aquelas relacionadas ao estilo de vida, como estresse, obesidade, alimentação inadequada e fora de hora, tabagismo e o abuso de álcool e alguns medicamentos, como anti-inflamatórios e sedativos para dormir.

Alterações, como hérnia de hiato, contrações anormais do esôfago e esvaziamento lento do estômago são exemplos de causas físicas ou anatômicas.

Nos bebês, o refluxo normalmente é causado pela imaturidade dos esfíncteres do esôfago, o que costuma se resolver após um ano de idade.

A maioria dos pacientes portadores de RGE ou RLF têm bom resultado com o tratamento clínico, baseado na mudança de alguns hábitos alimentares além do uso de medicamentos.

Em casos em que os sintomas se tornam crônicos e que passam a trazer outras consequências mais sérias para o paciente, a cirurgia pode ser indicada.

Mudança de Hábitos para Prevenir o RGE e RLF: não se alimentar nas 2-3 hrs antes de se deitar. Evitar bebidas alcoólicas. Comer pequenas refeições, várias vezes ao dia, mastigando bem. Evitar o consumo excessivo de: cafeína, chocolate, massas e pães, alimentos fritos ou gordurosos, perder peso, parar de fumar.

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