Dois homens foram presos suspeitos de participação na morte de um jovem de 18 anos, Marco Túlio Caetano da Silva. O crime aconteceu na cidade de Jataí e, segundo informações, a vítima era amigo dos suspeitos e estava desaparecida havia duas semanas.
Segundo a Polícia Civil, após matarem o rapaz a tiros, eles abriram o corpo, encheram de pedras, costuraram, arrancaram um dos braços e o jogaram no rio de uma fazenda. Um terceiro envolvido, também amigo da vítima, está foragido.
O motivo do crime teria sido uma discussão por conta de uma “brincadeira de luta”. O corpo foi localizado pelos bombeiros na quarta-feira (11), já em avançado estado de decomposição. Marco Túlio tinha sumido no último dia 29 de março, após sair para beber e jogar cartas com os amigos.
De acordo com o delegado Elexandre Cezar Rossignolo, responsável pelo caso, durante as investigações, Eudesnei Souza Silva, de 22 anos, e Iad Hasan Zaghul, de 45, foram presos em flagrante e informaram onde o corpo estava. Eles admitiram participação na desova da vítima, mas alegaram que outro amigo, Valdir Alves Júnior, de 26 anos, foi quem efetuou os disparos. Valdir está foragido.
“Os presos disseram que o grupo estava na fazenda bebendo pinga e jogando cartas. De repente, o Marco Túlio começou a brincar de luta e dar golpes nos amigos. Eles não gostaram e até o jogaram no chão. A dupla disse que, em uma atitude isolada, o Valdir sacou um revólver e deu três tiros na nuca da vítima”, disse o delegado.
Rossignolo afirmou que, após a vítima ser assassinada, o trio decidiu ocultar o corpo no rio da fazenda onde estavam. Para evitar que ele boiasse e fosse localizado, eles abriram sua barriga, retiraram os órgãos e colocaram pedras dentro. Em seguida, o costuraram e o abandonaram.
No entanto, os bombeiros conseguiram localizar a vítima cerca de 3 km distante do local onde foi jogado. “Devido ao período desses dias chuvosos, o rio pode ter tido uma cheia e levado o corpo”, afirmou o bombeiro Lázaro Weides.
Eudesnei e Iad foram presos em flagrante por ocultação de cadáver e são investigados também pela morte, assim como Valdir. Se condenados, eles podem pegar entre 13 e 33 anos de prisão.










































