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Cidades

Em Goianápolis, alunos de colégio são expulsos após criarem listas de professoras e alunas que “gostariam de comer”

O fato ocorreu após, durante uma aula vaga, eles elaborarem duas listas, intituladas “alunas que a gente comeria” e “professoras que eu comeria”.

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Em Goianápolis, cinco estudantes do Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás (CEPMG) Benedita Brito de Andrade, foram expulsos da instituição. O fato ocorreu após, durante uma aula vaga, eles elaborarem duas listas, intituladas “alunas que a gente comeria” e “professoras que eu comeria”.

A situação ocorreu no último dia 4, mas as mães dos jovens só manifestaram recentemente, depois de se sentirem injustiçadas com a punição recebida pelos filhos.

Uma dessas responsáveis, que preferiu não se identificar, explicou como a situação escalou até resultar na expulsão.

“Meu filho e mais quatro amigos, durante uma aula que o professor tinha faltado, tiveram sim uma atitude infeliz, ninguém tá falando que o que eles fizeram foi certo, mas são adolescentes. Tem sim que ser punidos, mas com expulsão? Isso não é justo”, desabafou.

Os estudantes colocaram na lista, os nomes de alunas, professoras e até mesmo da diretora do colégio, que eles gostariam de ter relações sexuais.

Uma colega de turma que viu toda a situação, se dirigiu até a coordenação, a fim de denunciar o ocorrido. Assim, membros da equipe docente teriam ido até a sala e confiscado o material.

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“Não estou defendendo o que meu filho e os amigos fizeram, mas foi uma grande invasão de privacidade por parte do colégio. É certo eles pegarem o caderno deles, sem eles deixarem? E a menina que denunciou? Não vai ter punição para ela?”, questionou uma mãe.

As famílias dos alunos expulsos se sentem injustiçadas em decorrência de uma represália, que na visão das mesmas, está muito além do que seria o necessário.

“No meu ponto de vista, não é um crime, eles não agarraram as meninas, não estupraram, não fizeram nada pessoalmente. Agora, para continuar estudando, a gente tem que levar eles para Terezópolis, muitas vezes pedindo ajuda para pagar esse deslocamento. Está muito difícil”, enfatizou.

Uma mãe afirmou que já se dirigiu ao Ministério Público e pediu o auxílio do Conselho Tutelar, a fim de encontrar alguma solução para o cenário.

O chefe do Comando de Ensino da Polícia Militar, Luciano Souza Magalhães, disse que não ter interesse em comentar sobre o ocorrido.

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Termo de assuntos tratados, que recomenda a transferência de um dos alunos. Foto: Reprodução

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