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Judiciário

Em Goiás, ginecologista é condenado a 35 anos de prisão por estupro de vulnerável

O médico poderá recorrer da sentença, mas continuará preso preventivamente. Mais de 53 mulheres fizeram denúncias contra ele por crimes sexuais.

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O médico ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais, de 41 anos foi condenado pelo juiz de direito Marcos Boechat de Abadiânia a cumprir 35 anos e 11 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pela prática de quatro crimes de estupro de vulnerável envolvendo três mulheres que eram suas pacientes e da sentença cabe recurso.

De acordo com a sentença, o médico deverá pagar ainda uma indenização por danos morais a duas vítimas no valor de R$ 20 mil para cada. O ginecologista teve negado também o direito de recorrer em liberdade, razão pela qual ele segue em prisão preventiva.

A defesa do médico afirmou que ainda não foi intimada da sentença, mas que vai se manifestar assim que receber a decisão.

 

As denúncias

Nicodemos está preso desde o dia 8 de outubro do ano passado após um pedido de prisão preventiva expedido pelo juízo criminal da Comarca de Abadiânia. Ele foi indiciado pela Polícia Civil (PC) pelos crimes de estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e assédio sexual. Nicodemos já havia sido preso em setembro de 2021 por conta dos crimes, mas conseguiu na justiça a revogação da prisão.

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De acordo com a PC, o homem, que foi denunciado por mais de 53 mulheres, tirava fotos das partes íntimas das pacientes durante as consultas.

No ano passado, vítimas do médico apontaram o padrão no comportamento de Nicodemos. Ele pedia para que tirassem toda a roupa, colocando uma camisola, fazia o toque vaginal de forma mais demorada que o convencional, com movimentos fora do procedimento, usando o momento para questionar sobre a vida sexual delas e tecer comentários de cunho pornográfico.

O Ministério Público de Goiás ofereceu sete denúncias em desfavor do médico ao longo do ano passado pelos crimes cometidos em Anápolis e Abadiânia. As últimas cinco são referentes a 42 mulheres. De acordo com o órgão, 39 destas foram vítimas de estupro e as outras três de violação sexual.

Os promotores de justiça que caso o Nicodemos seja condenado em todos os processos, à soma das penas podem superar 300 anos.

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