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Em Goiás, governo decreta situação de emergência e anuncia medidas para tentar evitar crise hídrica

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Em razão de chuvas abaixo da média e escassez de água nos últimos meses, o Governo de Goiás decretou situação de emergência na Bacia do Rio Meia Ponte, em Goiânia, pelos próximos 290 dias. O documento foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (13). Além disso, foram anunciadas medidas para tentar evitar uma nova crise hídrica no estado, como ocorreu em agosto do ano passado.

Dentre as principais medidas estão: Regularização das barragens; Fiscalização de outorgas e da captação irregular das bacias; Restrição ou suspensão da captação de água para atividade industrial para priorizar os moradores; Redução da perda de água captada e tratada; Realização de campanhas visando o consumo consciente e Realização de operações policiais nas bacias dos rios Meia Ponte e João Leite

Para justificar o decreto, o governo alega que as chuvas em 2017 tiveram a menor incidência dos últimos 20 anos e que a situação deve continuar “abaixo do normal” até o mês de setembro.

Segundo o secretário de Meio Ambiente de Goiás, Haeskar Fagundes, será feita uma parceria com o Batalhão Ambiental para fiscalizar as bacias.

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“A gente vai fazer fiscalização in loco e pontuada em cada captação já outorgadas, exigindo que instale-se medidores para gente constatar e aferir realmente se estão captando acima ou dentro do limite já autorizados”, explica.

A Saneago antecipou a operação de parte da Estação de Tratamento do Sistema Mauro Borges, que capta água do Ribeirão João Leite, mas mesmo assim, o problema não foi resolvido.

Por isso, uma adutora de 13 km começou a ser construída em fevereiro deste ano. A previsão é que a obra, orçada em R$ 28 milhões, seja finalizada no início do segundo semestre e atenda, de forma regular, principalmente, a cidade de Aparecida de Goiânia.

“Tem 20% dessa obra que já está pronta e nós vamos terminar em agosto e poder ter essa segurança que o meia ponte vai ser um suplemento de água caso haja necessidade. Nos 70% onde tem água hoje em Aparecida vão receber água através dessa transposição. Não vai ter falhas como ocorreu no ano passado. Vamos precisar o linhão, os investimentos que vão garantir a solução para 100% de Aparecida e a expansão da cidade”, pontua.

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