Um homem suspeito de participar de fraudes em alvarás judiciais, que causaram prejuízo de R$ 31 milhões, foi preso nesta terça-feira (7) em um hotel de Abadia de Goiás. Conforme a Polícia Civil (PC), Rubens Ramos de Oliveira foi beneficiado com mais de R$ 2 milhões desviados pelo esquema criminoso.
A PC explicou que Rubens, que estava foragido da polícia pelo crime de organização criminosa, estava vivendo do tráfico de drogas varejista após ter tido seus bens bloqueados por ordem judicial. Na casa do homem, situada no Setor Vera Cruz em Goiânia, a corporação apreendeu porções de cocaína preparadas para venda e uma pistola calibre 9 mm.
Segundo a PC, além dos quatro crimes de estelionato e de organização criminosa que ele Rubens foi denunciado, ele também passa a responder por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.
A imagem de homem foi divulgada pela polícia para auxiliar nas investigações de crimes realizados pelo investigado.
Operação Alvará Criminoso
Em novembro de 2022, um grupo foi preso suspeito de acessar o sistema do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), assinar documentos como juízes e praticar fraudes que geraram prejuízos de cerca de R$ 31 milhões.
A PC explicou que, nos crimes, o grupo falsificava alvarás judiciais para levantamentos de valores, ou seja, documentos que permitem que as pessoas saquem os dinheiros que estejam dentro de contas judiciais.
Assim, ainda segundo a PC, o crime acontecia da seguinte forma: os quatro advogados que faziam parte do grupo cediam acesso ao sistema do TJ-GO e assinavam os documentos como se fossem juízes. A partir disso, os demais integrantes do grupo pegavam os documentos e sacavam dinheiro que encontravam depositados nas contas judiciais.
Na ocasião, o Tribunal de Justiça de Goiás informou que a operação realizada era “resultado de investigação levada a efeito após a troca de informações entre a Divisão de Inteligência Institucional do próprio TJ-GO, que conta com equipe da PC no desenvolvimento de suas atividades”.
“Uma das razões para a descoberta do artifício usado pelos criminosos foi, justamente, a segurança dos sistemas do tribunal, que facilitou a identificação das irregularidades e a identificação dos envolvidos”, enfatizou.

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