Uma mulher foi presa suspeita de encomendar a morte do companheiro após ele vender casa sem a autorização dela, em Montividiu do Norte. Ainda outros dois homens foram alvos da operação suspeitos de serem os executores do crime, conforme informações são da Polícia Civil (PC).
O crime aconteceu em 2018, na zona rural do município e os mandados de prisão temporária foram cumpridos na quinta-feira (22), com o apoio da Polícia Civil de Tocantins (PC-TO), nos municípios de Montividiu do Norte, Porangatu e Tupirama (TO).
O delegado Victor Pereira responsável pela Operação Viúva Negra, afirmou que a mulher é a principal suspeita de ser a mandante do homicídio. De acordo com ele, as investigações apontam que, na época do crime, os dois estavam com a relação conturbada e discutindo sobre separação, após 11 anos juntos.
“Existem indícios de que a motivação teria ocorrido em razão da venda de um imóvel pela vítima sem comunicar a suposta mandante, e ela teria ficado resignada em razão disso. […] Durante o conflito da relação de união, ele resolveu vender o imóvel”, explicou o delegado.
Segundo a PC, o crime foi executado por três homens, sendo um deles, um suposto amante da mulher, que já morreu. As investigações apontaram que, logo após o homicídio, ela fugiu do país, mas retornou posteriormente adquirindo propriedades, o que levantou a suspeita da PC.
Em Tupirama, um dos alvos foi preso e durante o cumprimento de busca e apreensão na propriedade dele, na zona rural, foram apreendidos uma espingarda calibre 20 municiada, três munições intactas, uma cápsula vazia e um aparelho celular. Ele foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo, uma vez que a arma não possuía registro da arma.
O terceiro mandado de prisão temporária foi cumprido dentro do presídio de Porangatu, onde um dos suspeitos já estava recolhido por outros crimes. A PC informou que esse investigado teria confessado a participação na execução do crime e apontado detalhes sobre o envolvimento do restante da quadrilha. Em depoimento, ele relatou que o crime foi executado a mando da mulher da vítima, e que, após os disparos, um dos autores teria dito em voz alta: “Pronto, está resolvido o seu pedido”, segundo Pereira.
A decisão judicial pleiteada pela PC, autorizou a quebra do sigilo de dados telefônicos dos celulares apreendidos, com o objetivo de aprofundar a análise das mensagens e ligações entre os investigados.
O caso segue em investigação e os nomes dos envolvidos não foram divulgados, razão pela qual nossa reportagem não localizou às suas defesas.
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