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Operação Controle Químico

Em Goiás, PF realiza prisão de grupo suspeito de comprar toneladas de produtos químicos para “batizar” cocaína

Os policiais encontraram malas de dinheiro que somam R$ 1 milhão e uma arma de fogo na casa de um dos suspeitos. A investigação aponta que organização criminosa comprou mais produtos que as maiores farmacêuticas do Brasil.

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Uma organização criminosa que atuava em Goiás e no Pará utilizou uma empresa de fachada para comprar toneladas de produtos químicos e repassar para traficantes de cocaína “batizarem” a droga, de acordo com a Polícia Federal (PF). A Operação Controle Químico, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (9), encontrou R$ 1 milhão escondidos em malas e uma arma de fogo, na casa de um dos suspeitos.

Segundo a PF, durante um ano a empresa de fachada comprou de 17 toneladas de produtos químicos, mais que as cinco maiores farmacêuticas do Brasil. Ao todo, 70 policiais federais participaram da força-tarefa para cumprir 14 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Bela Vista, Acreúna, além dos municípios de Rio Maria e São Félix, no Pará.

 

Droga “batizada”

Conforme as investigações, o grupo comprava substâncias como fenacetina, cafeína, lidocaína, benzocaína e ácido bórico, autorizadas pela legislação e fiscalizadas pela PF. Esses produtos possuem efeito anestésico ou estimulante no sistema nervoso central e têm aparência semelhante à cocaína.

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A empresa de fachada repassava as substâncias para os traficantes, que as adicionavam à droga pura com objetivo de aumentar o volume de cocaína e causar a impressão de pureza. Com maior estoque da droga, os traficantes revendiam o pó adulterado como sendo puro e aumentavam seus lucros.

O grupo se dividia entre pessoas que desviavam os produtos químicos para a empresa falsa, pessoas que compravam essas substâncias e os que faziam a lavagem de dinheiro utilizado.

Ao todo, 14 pessoas foram indiciadas pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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