O Ministério Público de Goiás e a Polícia Militar chegaram ontem (5), a uma gráfica clandestina, na cidade de Jesúpolis, usada para imprimir material de campanha do pré-candidato a deputado estadual Guilherme Fayad e do pré-candidato ao governo de Goiás, Ronaldo Caiado, do Democratas.
A área pública, onde há tempos funcionava uma indústria de calçados, havia sido cedida pela Prefeitura de Jesúpolis a uma suposta empresa calçadista com o intuito de reativar a fábrica.
Denúncia levada ao Ministério Público de Goiás (MPGO), no entanto, revelou que, no local da fábrica de calçados, havia sido instalado um parque gráfico para a impressão de material de campanha extemporânea.
O promotor responsável pelo caso, Dr. Everaldo Sebastião, informou que há provas de que o material vinha sendo distribuído há dias na região. Conforme o promotor, será aberto um procedimento policial para apurar o caso. Caiado e Fayad, assim como os supostos donos da empresa calçadista, podem responder por improbidade e abuso de poder econômico.
O caso ainda será remetido à Procuradoria Regional Eleitoral para apuração de eventual crime eleitoral.
O promotor explica que também apura a participação do Executivo municipal no esquema, mas que, ao que tudo indica, a administração de Jesúpolis também teria sido vítima do conluio e concordou em repassar as informações detalhadas sobre a suposta empresa.
A gráfica e a denúncia
Conforme informações do promotor de justiça, Dr. Everaldo Sebastião de Souza, a fábrica de sapatos deveria funcionar em um galpão fornecido pela Prefeitura de Jesúpolis em regime de comodato, no sentido de gerar emprego e renda para o município, e era administrada pelo empresário Guilherme Fayad e Semi Gidrão.
Após ser informado de que no local era produzido material de cunho político, o prefeito de Jesúpolis procurou o Ministério Público de Goiás e comunicou sobre o ocorrido, além de registrar um Boletim de Ocorrência, afirmando que não sabia que o material era produzido no local cedido para uma fábrica de calçado.
Com base em uma denúncia, a Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público de Goiás, foi acionada e, ao chegar ao local, um farto material de campanha eleitoral foi encontrado no prédio, com fotos do pré-candidato a deputado estadual Guilherme Fayad (DEM), que também é empresário do setor de laboratório médico, em Jaraguá.
Havia também a produção de uma revista do pré-candidato, onde ele aparece em fotos ao lado do também pré-candidato ao governo de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).
Segundo o Promotor Everaldo Sebastião, a princípio, os envolvidos podem responder por crimes de improbidade administrativa, no caso de confirmação da participação do gestor público que cedeu o prédio; por propaganda eleitoral extemporânea; por abuso do poder econômico, por crimes eleitorais e outros.
Pelo lado criminal, os envolvidos podem responder pelos crimes de peculato, estelionato e outros, que ainda vão ser apurados no decorrer da investigação, disse Everaldo.
O promotor disse que não é possível ainda prever a culpabilidade dos envolvidos, já que eles ainda serão ouvidos no decorrer das investigações. Se os pré-candidatos provarem que não sabiam que no local era usado para fabricar material de campanha, tudo será analisado, disse.
Todo o material foi apreendido e levado para a Delegacia de Polícia Civil de Jaraguá, que segue com as investigações.

















































