O contador Nilton de Paula Ferreira de 41 anos, foi encontrado morto em sua casa por volta das 12h30 deste sábado (21), na Rua João Paulo II, no Bairro Soares, em Niquelândia.
As polícias Civil e Militar foram acionadas e preservaram o local para os trabalhos da Polícia Técnico-Científica de Uruaçu, que estiveram no local em busca de indícios que direcionem as investigações.
Conforme a Polícia Civil (PC), tudo leva a crer que a vítima foi covardemente assassinado – ou vítima de um possível latrocínio, que é a prática de roubo seguido de morte – em circunstâncias ainda envoltas de total mistério.
O veículo da vítima um VW/Fox branco, foi encontrado completamente queimado em área de mata no início da GO-237/Rodovia da Fé que nas proximidades de um depósito de calcário, na saída para o Povoado Muquém por volta de 12h30.

No local, a PC recebeu a informação de que o celular de ‘Niltinho’ – como o contador era conhecido em Niquelândia – estava em poder de uma criança de 14 anos, nas proximidades da Avenida Gaudêncio Maria Fernandes, segunda etapa do Jardim Atlântico. O adolescente relatou, aos policiais civis, que passou por um estreito caminho num terreno nas proximidades quando ouviu o alarme de um telefone tocando, tendo recolhido o aparelho do contador em seu poder, juntamente com outras crianças.
Em seguida a PC fora informada de que o corpo da vítima havia sido encontrado na área externa da residência dele, naquele mesmo horário, por seus parentes.

A PC também apurou que, num primeiro momento, os familiares entraram somente nos cômodos da parte interna da casa – sem olhar o quintal – dada a notória preocupação com a notícia de que o veículo de “Niltinho” havia sido encontrado queimado, provavelmente com a intenção de destruir impressões digitais ou outras provas que facilitassem a identificação do criminoso ou criminosos. Assim, nesta segunda busca, para desespero de sua legião de amigos em Niquelândia, o corpo foi efetivamente achado no quintal da casa.

A vítima foi encontrada parcialmente despido, da cintura para baixo; e estava com uma blusa, parcialmente queimada. Na região da testa havia uma coberta, também queimada, com o uso de alguma substância inflamável. No local, a PC visualizou várias manchas de sangue próximas do corpo e marcas de sangue pisado por algum tipo de calçado, provavelmente um chinelo. Havia uma faca também no local, mas ela não apresentava vestígios de sangue.
Sempre de acordo com essa fonte da PC, que não conhecia a vítima, somente pessoas próximas da vítima conseguiriam identificá-lo formalmente, em função também da exposição prolongada do rosto da vítima ao sol. No quintal da casa da vítima, próximo à entrada principal, a PC localizou um pequeno galão plástico, que não foi tocado até a chegada da Polícia Técnica. O frasco não apresentava cheiro de gasolina e sim de amaciante de roupas, o que será posteriormente analisado pela perícia.
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