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Justiça

Empresária suspeita de liderar núcleo com R$ 45 milhões é solta após prisão em operação contra esquema de migração ilegal para os EUA

A PF estima que, no total, os grupos investigados tenham movimentado cerca de R$ 240 milhões e enviado ilegalmente mais de 600 pessoas aos Estados Unidos ao longo de mais de duas décadas de atuação.
PF desarticula esquema de migração ilegal e investiga sogra de Daniel Vilela em operação milionária. Foto: Reprodução

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A empresária Maria Helena de Sousa Netto Costa, apontada pela Polícia Federal como suspeita de chefiar um dos grupos investigados por promover migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos, foi solta na sexta-feira (8), após permanecer mais de 24 horas detida em Goiânia. A decisão judicial revogou a prisão preventiva e impôs medidas cautelares, entre elas o monitoramento eletrônico.

A prisão integrou a Operação Travessia, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um esquema de contrabando de migrantes, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo atribuído a Maria Helena teria movimentado cerca de R$ 45 milhões entre 2018 e 2023, em uma estrutura que envolvia aliciamento de interessados, compra de passagens aéreas, articulação com coiotes e apoio logístico à travessia até o território norte-americano.

A PF estima que, no total, os grupos investigados tenham movimentado cerca de R$ 240 milhões e enviado ilegalmente mais de 600 pessoas aos Estados Unidos ao longo de mais de duas décadas de atuação. Em áudios citados por veículos que acompanharam o caso, a empresária teria dito ter experiência em “soltar imigrantes” presos no exterior, elemento que reforçou a suspeita dos investigadores sobre sua participação no esquema.

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Maria Helena foi presa em casa, na capital goiana, em meio à ofensiva da PF que também alcançou outros suspeitos ligados ao mesmo núcleo criminoso. O caso ganhou forte repercussão política e pública porque ela é apontada como sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela.

De acordo com as apurações, a organização atuava em diferentes frentes, com divisão de tarefas entre grupos responsáveis por captar clientes, organizar deslocamentos e viabilizar a entrada irregular nos Estados Unidos. A investigação também menciona contatos com intermediários na rota migratória e pagamento de valores altos por cada interessado em tentar a travessia.

A soltura da empresária não encerra a investigação, que segue em andamento sob responsabilidade da Polícia Federal e da Justiça Federal. O caso permanece entre os mais relevantes da semana em Goiás por envolver suspeita de crime transnacional, valores milionários e repercussão política.

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