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Esmeraldas, medicamentos e mala com dinheiro são apreendidos em três endereços ligados a João de Deus

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A Polícia Civil de Goiás apreendeu nesta sexta-feira (21) pedras preciosas, medicamentos e dinheiro em três endereços ligados ao médium Joãos de Deus, preso suspeito de ter cometido abusos sexuais contra mulheres que procuravam pelo atendimento espiritual oferecido pelo médium. Entre os locais onde os objetos foram apreendidos, está a Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, onde ele fazia os atendimentos espirituais.

O delegado-geral, André Fernandes, informou que as pedras (identificadas como esmeraldas) serão periciadas. Os policiais descobriram um cofre em um esconderijo acessível por meio do fundo falso de um armário. Não havia dinheiro no local. O médium deve ser ouvido novamente na próxima semana, por causa das apreensões.

Foram instaurados mais oito inquéritos para apurar denúncias de abuso sexual contra João de Deus. As vítimas são mulheres com idade entre 20 e 40 anos. Um dos casos é de uma moradora da São Paulo. Os demais, de Goiás.

“Dos 16 procedimentos trazidos, temos nove instalados, sendo oito em andamento e um concluído. Precisamos incentivar as vítimas a procurarem a polícia, recebemos denúncia anônima, via 197, mas sem identificar e, assim, não conseguimos identificar e dar continuidade à investigação”, declarou.

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Segundo a corporação, a equipe fez uma perícia complementar no local com apoio da Vigilância Sanitária e do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). A promotora Gabriella de Queiroz Clementino informou que foram cumpridos novos mandados de busca e apreensão.

“Já apreendemos documentos, pedras, a Polícia Científica acompanhou e produziu laudos complementares. A Vigilância Sanitária também acompanhou porque já tinha essa demanda porque havia comércio de medicamentos no local. Eles apreenderam alguns instrumentos cirúrgicos, mas ainda não temos um laudo”, afirmou.

Preso no último domingo (16), quando se entregou à Polícia Civil, João de Deus está detido desde então no Núcleo de Custódia, que é considerado de segurança máxima. A unidade integra o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

A defesa de João de Deus tenta a soltura dele por meio de um pedido de habeas corpus impetrado perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

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