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Plantão Policial

“Eu nunca pensei que isso aconteceria comigo” diz garçonete vítima de racismo em Goianésia

A garçonete sofreu injúria racial de um homem de 39 anos que recusou atendimento por ela ser negra.

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A garçonete Daianne Pereira de 27 anos, voltou ao trabalho nessa quarta-feira (22), depois de ter sofrido injúria racial em trabalha em um comércio no setor Sul em Goianésia no Vale do São Patrício, de um homem de 39 anos que recusou o atendimento por ela ser negra.

O homem, de acordo com a ocorrência, entrou no comércio ontem (21), consumiu bebidas alcoólicas e depois pediu mais cerveja. No momento em que Daianne levou a bebida, de acordo com o relato dela, ele se recusou a receber a cerveja por causa da cor da pele da profissional.

Conforme Daianne, ele ainda teria dito que queria ser atendido por uma “branquinha bonitinha”. Após supostamente cometer injúria contra Daiane, o homem ainda teria xingado um casal homoafetivo que estava no local.

Segundo a ocorrência, ele perguntou a uma mulher se ela tinha namorado. Ela então respondeu que tinha uma namorada, que a acompanhava no momento. A partir daí, ele teria xingado as mulheres.

A Polícia Militar (PM) foi acionada e ele foi preso por injúria racial e racismo sendo levado para a Delegacia de Polícia Civil local para os procedimentos de praxe. O suspeito está preso à disposição do Poder Judiciário.

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A vítima

“Eu me sinto uma pessoa forte, mas na hora eu não aguentei eu fui pro banheiro chorar. Eu jurava que isso nunca ia acontecer comigo”, disse Daiane.

“Já tinha um bom tempo que ele estava no estabelecimento consumindo bebidas alcoólicas e então pediu mais. No momento em que fui levar ele se recusou a receber a cerveja da minha mão por conta da minha cor de pele e disse que só voltaria no bar quando fosse atendido por uma garçonete “branquinha e bonitinha”, contou inconformada.

Ainda segundo a profissional, o homem gritava que não queria ser atendido por nenhum negro. “Não quero ser atendido por essa ‘preta feia’ e nem por ‘preto nenhum’. Ele era muito agressivo, gritava alto e fiquei com medo dele fazer alguma coisa comigo”, dosse.

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