Uma juíza do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) pediu exoneração do cargo depois de 16 anos de carreira. Empossada magistrada aos 23 anos, Dayana Moreira Guimarães Martins, hoje com 39 anos, tomou a decisão com intuito de se dedicar totalmente à família, o que chamou de “propósito de Deus”.
Após se ver mergulhada em intensa rotina de trabalho, cada vez mais acumulada de processos, a magistrada repensou suas prioridades na vida em meio à pandemia. A situação financeira confortável possibilitou que a tomada de decisão definitiva. Conforme o Portal da Transparência do TJGO, o último rendimento mensal da juíza foi de R$ 57,5 mil.
Em uma entrevista ao site Metrópoles, Dayana Moreira comparou sua situação de juíza e de mãe. “Nesta descoberta, tive de colocar minha vida na balança. Por que quantas e quantas vidas coloquei na balança? Desta vez, foi a minha”, analisou a ex-magistrada.
A mãe de Lígia, 7 anos, e Lorenzo, 5 anos, começou a pensar no pedido de exoneração em junho. Depois de sair de férias, viu um “sinal” para tomar a decisão de abandonar a carreira. Segundo a ex-juíza, a funcionária de sua casa faltou serviço, então, ela se viu entre cuidar das crianças ou dos processos.
A família chegou a pensar que Dayana estava em depressão e sugeriu afastamento médico. O pai, que já chegou a passar fome, pediu para que não abandonasse o cargo. A decisão foi comentada também com os irmãos, um médico e uma servidora do TJGO. “Magistratura é uma devoção. Meus pais sempre me ensinaram a entregar o melhor e, então, vi que começou a pesar essa entrega. Tive que tomar essa dura decisão, após muito refletir, muita oração”, contou.
A ex-juíza conta estar em paz com sua decisão. “A paz e a tranquilidade vêm do alto”, finalizou. Com Metrópoles
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