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Extorsão do cartão de crédito: juros chegam a 300% no Brasil

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Os brasileiros são explorados pelos bancos. Em nenhum lugar da América Latina se vê uma cobrança de juros de cartão de crédito, cheque especial e taxas de maneira tão abusiva quanto no Brasil. Neste ano, os juros do crédito rotativo, ficou em cerca de 299,45%.

“Esse Brasil é o Brasil dos banqueiros. Quem manda no País são os eles. Eu tenho a relação de juros de cartão de crédito. O Brasil é o campeão, com 299,45% de juros efetivos e inflação a 4,9%. O segundo colocado tem quatro vezes menos juros que nós. A Argentina cobra 63,3% de juros”, explica José Nelto.

De acordo com uma avaliação feita por um economista da Universidade de São Paulo, devido às taxas abusivas no Brasil, a lógica de pagamento é inversa. A população prefere consumir menos a ter de entrar no crédito rotativo. Enquanto apenas 21,5% recorrem ao rotativo, a maioria (78,5%) prefere pagar a fatura à vista. 

Segundo a Agência Brasil, o rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando o valor pago é menor que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.

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Já a taxa de juros do cheque especial subiu 0,6 ponto percentual em abril, comparada a março, e está em 323,3% ao ano. 

As regras do cheque especial mudaram no ano passado. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

O deputado federal cobra uma postura mais incisiva do Congresso Nacional frente a essa questão. “Se nós não reagirmos, a população brasileira vai dizer que esse Congresso Nacional é o Congresso dos banqueiros, porque quem manda no Brasil são eles. Então nós precisamos reagir, e pensar no povo brasileiro. Os banqueiros estão enriquecendo cada vez mais, e não geram empregos”, disse o líder do Podemos. 

Tramita no Senado Federal, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 79/2019) que limita a taxa de juros cobrada pelas instituições financeiras a três vezes o valor da taxa básica de juros estabelecida pelo Banco Central do Brasil. Contudo, a PEC está parada na Comissão de Constituição Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. 

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“Precisamos pensar no nosso povo brasileiro, povo sofrido, que paga as taxas de cartão de crédito e cheque especial mais caras do mundo. Essa PEC precisa avançar, nós não podemos assistir esse roubo ao bolso do consumidor de braços cruzados”, ressalta o parlamentar.

José Nelto questiona ainda a postura do Ministério da Economia sobre a abertura do sistema financeiro. “Eu não vi nenhuma ação do ministro Paulo Guedes para abrir o sistema financeiro brasileiro, como ele disse que faria. Ele fala que defende a economia liberal, mas não mandou um projeto para essa casa para discutir a abertura do sistema financeiro. São medidas que precisam ser tomadas para ontem”, afirma o deputado.

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