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Frota antiga impacta mercado

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O número de veículos com dez anos ou mais aumentou 35,18% nos últimos três anos em Goiás. São 2,183 milhões, 56,9% do total emplacado no Estado, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Crise econômica e cenário bem diferente da época da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), iniciada em 2008, são as principais justificativas para o volume significativo, que provoca mudanças especialmente no mercado de seguros e impulsiona negócios voltados para manutenção.

“As seguradoras têm criado produtos mais básicos de um ano para cá por causa do envelhecimento da frota”, pontua o vice-presidente Institucional do Sindicato dos Corretores de Seguros de Goiás (Sincor-GO), Vinícius de Araújo Porto. As novidades prometem ajuste maior às necessidades do consumidor e com custo que caiba no bolso. É possível contratar só para roubo e perda total, o que exclui colisões, por exemplo. Assim, os valores já caíram até 40%.

“Existe agora os compactos, que têm limitação de quilometragem de guincho e de dias com carro reserva, e ao levar nas oficinas indicadas há redução na franquia”, cita Porto. A HDI é uma das empresas que está de olho nessa fatia do mercado, na qual a penetração de seguros ainda é considerada baixa no País. Ela lançou opção que tem foco em veículos entre cinco e 20 anos de uso.

O vice-presidente Técnico da HDI, Fabio Leme, lembra que estudo de 2016 mostrava que somente 15% dos carros entre dez e 14 anos era segurada. “É uma penetração muito baixa e significa que muita gente está circulando com seus carros nas ruas sem ter nenhum tipo de cobertura e serviço de emergência se precisar”, diz. Ao mesmo tempo, o perfil do consumidor que não está de veículo novo não destoa muito dos outros, segundo ele, o que traz oportunidade.

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Gerente de Desenvolvimento da Produção da Azul Seguros, Marco Lo Russo acrescenta, no entanto, que esse cliente busca seguro mais enxuto, com coberturas mais básicas e prefere parcelamento em até dez vezes. A Azul lançou duas opções com coberturas mais básicas e preços mais competitivos em 2016, uma delas é Auto Popular, com esse foco. “O custo do seguro é calculado usando muitas variáveis e fatores, como o veículo/ano, fabricante e modelo, região onde o segurado reside, o próprio perfil do potencial cliente, entre outros”, reforça.

Sendo assim, a data de fabricação é apenas um dos fatores. Só que com o passar dos anos o valor de mercado do veículo cai e o valor das peças tem custo semelhantes ou até maiores que as peças dos carros novos e seminovos pela necessidade das seguradoras utilizarem peças genuínas ou originais para o conserto. Por isso, um seguro completo ainda pode significar muito para essa frota acima dos dez anos, o que a flexibilização começa a resolver.

Além das seguradoras, as associações e cooperativas de proteção veicular também têm aproveitado esse público. No entanto, não estão, ao menos ainda, regulares como propõe o projeto de lei 3139/2015. “Continuam à margem da legalidade. Como associado não se é consumidor, então não tem atuação do Procon e não há fiscalização do governo federal”, alerta o advogado especialista em direito securitário, Jacó Coelho, ao citar que em caso de problemas será preciso buscar diretamente a Justiça e não há garantias.

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Manutenção

Quem tem veículo mais velho precisa ficar atento também às manutenções para conservar o bem por mais tempo e não perder dinheiro. Assim, há aquecimento percebido nesse setor. Goiás é o sétimo Estado com maior frota com uma década ou mais de fabricação. “O aumento de veículos nos impulsionou em 40% por ano”, comemora o proprietário das oficinas Top Rodas, Rodrigo Abrão. Há 15 anos no mercado, o bom momento o faz pensar em expansão.

De acordo com dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), a abertura de empresas ligadas à manutenção de veículos e motos em Goiás saltou de 437, em 2016, para 702 no ano passado e com tendência de bater recorde esse ano, que já soma 453. “A curva para o ramo está ascendente, há crescimento da atividade econômica e carros usados demandam uma cadeia de serviços”, explica o presidente da Juceg, Leonardo Vogal.

Entre um dos impulsionadores está o gerente de produção Fausto Abidias, de 32 anos, que dá preferência a carros usados pela economia. Tem um Gol 2002 e para isso cuida e busca segurar o patrimônio. “O custo-benefício é melhor”, defende.

OP

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