Na última semana do mês de abril, os integrantes do Projeto Ser Natureza de Itapuranga realizaram inusitado encontro, que reuniu arte, apresentação de propostas concretas para educação ambiental, balanço dos projetos técnicos para recuperação e anúncio de novas ações recuperatórias para o Córrego Campininha, que integra uma sub-bacia do Rio Canastra, manancial de abastecimento dos municípios de Itapuranga e Guaraíta.
Arte e educação
O coral da Escola Estadual José Pedro de Farias, composto por alunos do 5° ano, abriu as atividades no Auditório Vereador José Venâncio de Camargo, com a apresentação musical, regida pela professora Melvira Aparecida Rodrigues da Silva Morais.
Na sequência, diretores, coordenadores e professores representaram suas escolas para mostrar ao público seus planos de educação ambiental, especialmente desenvolvidos para integrar a comunidade escolar de Itapuranga e Guaraíta ao Projeto Ser Natureza.
A Escola Estadual José Pedro de Faria é uma unidade de tempo integral de Itapuranga, possui 110 alunos e, de acordo com a coordenadora, Melvira Morais, foi convidada pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Domingos Natalino de Morais, a integrar o Ser Natureza, quando ele esteve na escola proferindo palestra aos alunos no Dia Mundial da Água. O convite foi abraçado pela unidade de ensino, que desenvolveu como projeto de educação ambiental o Ser Natureza na Escola.
A ideia é promover, durante o ano letivo, palestras, atividades de campo e a instalação de um canteiro para plantio de mudas. A escola também vai melhorar o descarte de resíduos e incentivar a economia de água e ainda mostrar aos alunos o que é uma nascente e como se dá uma recuperação ambiental.
A Escola Vera Cruz – Cras, também instalada em Itapuranga, possui 1.700 alunos, com nove polos. De autoria dos professores Vilmar Barros, Sirlei Lemos e Lívia Teixeira, o Projeto Ser Natureza – Construindo o Saber tem como proposta a conscientização dos estudantes para a necessidade de preservação dos rios. Entre os recursos didáticos a serem utilizados, pontualmente em dois meses, em parceria com a UEG e Emater, estão pesquisas fotográficas, palestras, produção de um jornal ecológico, excursão a locais degradados e preservados, álbuns de desenhos, confecção de cartazes e maquetes.
Pretende-se também levar aos alunos noções de direito ambiental e as leis municipais relativas ao tema, por meio de textos e histórias A elaboração de músicas com a temática, plantio de árvores, coleta seletiva de lixo, peças teatrais, oficinas de sucata e desenhos serão desenvolvidas com os alunos, o que será adaptado de acordo com as turmas – da educação infantil, do ensino fundamental do 1° ao 5° ano e do 6° ao 9° ano.
O projeto foi apresentado pela coordenadora da escola, Andrea Coelho Proença, e pela secretária-geral, Maria Antonieta Duarte.
A Escola Municipal Betel, na zona rural de Itapuranga, possui 110 alunos e, conforme assegura o diretor José de Barros Sobrinho, vai intensificar o trabalho que já vem sendo realizado na unidade de preservação ambiental, em especial com a coleta e produção de mudas de espécies nativas da região.
O coordenador do projeto Uma muda para mudar atitudes, professor Ernando, conta que, desde 2010, tem sido feito um trabalho de reflorestamento da área da escola, o que começou com apenas duas mudas de pau-brasil, por ocasião das comemorações dos 500 anos do Brasil. Hoje, a escola está bem arborizada e realiza com seus alunos a coleta de sementes, o preparo de saquinhos para plantar mudas de diversas espécies como jatobá, baru, xixá e angico, e também o acompanhamento do crescimento das plantas até atingir o tamanho para doação. De acordo com a coordenação da escola, a expectativa é plantar mil mudas, que serão doadas para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e pais de alunos. Os estudantes serão preparados ainda para participar de atividade de campo, quando o projeto Ser Natureza entrar na fase de recomposição das áreas de preservação permanente.
O Colégio Estadual Georgina Rodrigues Coelho, instalado em Guaraíta, tem 187 alunos e se apresenta como defensor do meio ambiente. A diretora Rosimeire Aparecida Brasão informa que o projeto ambiental interligado ao Ser Natureza será desenvolvido nas turmas da 6ª A e B, que vão apadrinhar nascentes do Rio Guará. Os estudantes vão conhecer o local e analisar a sua situação ambiental, por meio de fotos e relatos escritos. Eles também querem participar das atividades de plantio do Ser Natureza, quando pretendem mapear e registrar as espécies, fazer a medição de distância entre elas. Concursos de fotos, frases, desenhos e textos sobre os locais do plantio serão realizados para todas as turmas.
A Creche Municipal Criança Cidadã, de Itapuranga, possui alunos de 6 meses a 5 anos e apresentou o projeto ambiental que será realizado com crianças de 3 a 5 anos. Conforme explicam a coordenadora Lourdes Lima e a auxiliar de creche Tatiane de Oliveira, as funcionárias da creche criaram um espaço para plantio de mudas, próximo ao muro da escola, na área externa. O local tem sido utilizado para que os alunos aprendam a plantar, regar e a cuidar das mudas. As educadoras contam que agora elas querem instalar uma horta na área interna da creche, utilizando pneus.
O Colégio Estadual Itapuranga, com cerca de 250 alunos, apresentou o projeto Retrospectativa do Rio Canastra Ontem e Hoje. As professoras Monalisa Soares e Marcela Andrade mostraram uma proposta arrojada de fazer um levantamento histórico, com coleta de registros e dados, envolvendo pessoas que moram nas proximidades do rio e seus afluentes.
Depois de coletados os dados, os alunos que participarem da pesquisa serão preparados para dar palestras à comunidade escolar sobre esses resultados, que também serão publicados em redes sociais.
O Colégio Estadual Coronel Virgílio, representado pela coordenadora Uoslaine Rodrigues, vai desenvolver atividades com alunos do 5° ao 9° ano, com a realização de passeio de bicicleta em locais de nascentes, que irá subsidiar a produção literária sobre a temática. Mural de fotos e premiações estão previstas na programação da escola.
A Escola Municipal de Educação Infantil Professora Divina Moreira, de Itapuranga, conta com 120 alunos. A professora Ceres Oneida Ferreira apresentou o Projeto Plantar no presente, colher no futuro, que será desenvolvido com crianças de 3 a 5 anos, que irão plantar mudas que serão doadas à Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Depois de ouvir todas as propostas de educação ambiental das escolas de Itapuranga e de Guaraíta, o promotor de Justiça Felipe Féres afirmou ainda ter fé na humanidade, parabenizando o movimento dos professores e, principalmente das crianças. Ele adiantou ainda que, na data da próxima reunião do Ser Natureza, no dia 22 de junho, vai visitar algumas das escolas para conhecer a execução desses planejamentos.
Projetos técnicos de recuperação
Os técnicos da Emater Miguel Arcanjo e Deurami Júnior ficaram responsáveis pela segunda parte da reunião, que tratou dos projetos técnicos de recuperação de áreas de nascentes do Córrego Campininha.
Eles levaram registros fotográficos das fases de cercamento e demarcações das nascentes, terraceamento e de construção de bacias, trabalhos que estão sendo finalizados com maquinário das prefeituras de Guaraíta e de Itapuranga e também do Grupo Farias e do particular Elísio de Brito.
Na reunião, ficou definido que a segunda etapa do projeto terá continuidade nas nascentes do Córrego Campininha, que integra uma sub-bacia do Rio Canastra. A primeira etapa representou 25% dessa bacia, sendo que a definição do percentual e número de propriedades incluídas na segunda etapa será feita pelos técnicos. Conforme acordado no encontro, no dia 22 de junho os projetos técnicos da segunda etapa serão apresentados ao grupo de trabalho do Projeto Ser Natureza e proprietários rurais envolvidos.
Da Redação com Assessoria de Comunicação Social do MP-GO









































