José Francisco das Neves, o Juquinha, é oficialmente réu na ação que investiga irregularidades na construção da Ferrovia Norte-sul.
O juiz federal substituto, Dr. Eduardo Pereira da Silva, da 11ª Vara Federal de Goiás, recebeu a denúncia contra ele e mais sete pessoas: Ulisses Assad, João Ricardo Auler, José Ivanildo Santos Lopes, Rafael Mundim Rezende, Heli Lopes Dourado, Juarez José Lopes de Macedo e Josias Gonzaga Cardoso.
Ex-presidente da Valec Engenharia, Juquinha é conhecido no mundo político. A Celg, com sérios problemas financeiros, foi presidida por ele. No governo Lula, o engenheiro foi nomeado para assumir a construção da ferrovia Norte-sul – lançada há 30 anos e ainda sem previsão para plenas atividades.
A ele e aos demais são imputados diversos crimes e ilícitos: corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitação.
Prisão
Juquinha poderá pegar 12 anos de prisão inicialmente em regime fechado caso a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) seja julgada procedente.
Pelos cálculos do MPF, o grupo de suspeitos por cometer crimes pode ter provocado um prejuízo de quase R$ 900 mil aos cofres públicos.
Além da pena de 12 anos de reclusão, os envolvidos terão que pagar multa caso sejam condenados no processo penal em que estão envolvidos.
A denúncia teve início a partir das investigações da Operação Trem Pagador deflagrada em 2012. Na ocasião Juquinha e sua esposa Marivone das Neves foram investigados. O MPF apurou suspeita de que Juquinha tenha usado esposa e seus filhos Jader, Jales e Karen como laranjas. “O suposto esquema funcionava da seguinte forma: a Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S/A emitia termos aditivos contratuais superfaturados por “jogo de planilha” e sem justificativas técnicas”, diz a denúncia.
A beneficiária do superfaturamento, STE – Serviços Técnicos de Engenharia S/A, realizava as ações. O contrato de R$ 5.498.387,78 foi emendado com seis termos aditivos no período de 2008 a 2012.O Ministério Público Federal no Distrito Federal quer também que Juquinha e outros envolvidos devolvam R$ 127,9 milhões aos cofres públicos. Trata-se de outra investigação, que aborda fraudes realizadas em 2006 com outra empresa de engenharia.














































