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Justiça de Goiás nega liminar em habeas corpus para João de Deus

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O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) negou, na tarde de ontem (18), a liminar no habeas corpus impetrado pela defesa do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus. A decisão é do juiz substituto em segundo grau Jairo Ferreira Júnior.

“Discordamos da decisão e vamos recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ)”, disse o advogado Alberto Zacharias Toron, responsável pela defesa de João de Deus. Toron destacou que apenas a liminar foi negada e o julgamento final do habeas corpus deverá se dar após o recesso do Judiciário, que será do dia 20 de dezembro deste ano a 6 de janeiro de 2019.

 

Prisão

João de Deus está preso preventivamente no Núcleo de Custódia do Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia, desde o último domingo (16). Ele foi detido nas proximidades de Abadiânia no mesmo die e foi interrogado na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Na primeira noite, João de Deus dormiu em uma cela de 16 metros quadrados, onde esteve na companhia de outros três detentos, todos eles advogados.

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Na noite de segunda-feira (17), ele foi transferido para uma cela individual de 7,5 metros quadrados, como forma de resguardar sua integridade física, de acordo com a administração prisional. 

 

PC realiza buscas

Ontem (18), a Polícia Civil (PC) de Goiás realizou buscas em endereços ligados a João de Deus. O primeiro local em que foram feitas as diligências foi na Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium realizava tratamentos espirituais. No centro, os policiais passaram pelo escritório administrativo, pelos salões onde aconteciam os cultos e também pelas salas pessoais do líder religioso. 

Um dos principais auxiliares do médium, Francisco Lobo, conhecido como Chico Lobo, teve de apresentar à PC como é a rotina de atendimento ao público. O auxiliar foi filmado demonstrando as etapas pelas quais os seguidores e fiéis têm de passar para realizar as sessões na casa.

Durante toda a busca, um advogado de João de Deus acompanhou os trabalhos e deu explicações aos policiais. Ele também teve de fornecer chaves de armários e gavetas que estavam trancadas.

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Depois, equipes da corporação se dirigiram a residência de João de Deus, localizada no Centro de Abadiânia. 

Na segunda-feira, a corporação obteve da Justiça de Goiás para cumprir mais 20 mandados de busca e apreensão relacionados às denúncias de abuso sexual contra o líder religioso. Conforme a delegada Karla Fernandes, dois deles foram cumpridos no mesmo dia.

O objetivo das buscas é colher material para reforçar o conjunto de provas, principalmente mídias digitais que possam conter mensagens do médium para outras pessoas, e esclarecer divergências em relação aos depoimentos das vítimas e do líder espiritual em sua defesa.

A PC deve concluir seus primeiros inquéritos até sexta-feira (21). Por enquanto, o médium é investigado por envolvimento em 15 casos de abuso sexual.

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