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Plantão Policial

Novo golpe retira o salário da conta sem deixar registros

A portabilidade salarial se tornou mais prática no país desde 2018. Após nova regra do Banco Central, passou a ser possível pedir ao banco no qual a pessoa possui a conta-salário ou à instituição financeira na qual pretende passar a receber, abrindo uma nova conta. As solicitações podem ser feitas por aplicativo.

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Após o golpe do PIX, as pessoas devem ficar em alerta com o golpe de portabilidade da conta de salário. De acordo com a Polícia Civil (PC), os criminosos estão abrindo contas fraudulentas em bancos digitais para realizar portabilidade para tais bancos. As vítimas, na maioria das vezes, nem são notificadas que o dinheiro saiu da conta.

Uma servidora pública foi umas vítimas recentemente desse tipo de golpe. Ela estava acostumada a receber o salário todo 5º dia útil, mas até o dia 6 de junho o valor ainda não tinha caído na conta. Depois de fazer o contato com a empresa onde trabalha, a servidora descobriu que o salário já tinha sido depositado, porém não constava no extrato.

Com isso, ela foi ao banco para saber o que tinha acontecido e o gerente informou que o salário tinha ido para uma conta aberta em seu nome no PagSeguro para a qual fora pedida a portabilidade. No entanto, a dona da conta não havia sido notificada pelo banco sobre o pedido de portabilidade.

De acordo com ela, no extrato da conta também não consta a entrada do salário e nem a saída para a do PagSeguro. O dinheiro foi direto para a nova conta, sem nenhum tipo de notificação ou registro. A servidora conseguiu o dinheiro de volta em cerca de 72 horas, porém existe o receio dos golpistas fazerem uma nova portabilidade e conseguirem desviar o salário novamente.

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A portabilidade salarial se tornou mais prática no país desde 2018. Após nova regra do Banco Central, passou a ser possível pedir ao banco no qual a pessoa possui a conta-salário ou à instituição financeira na qual pretende passar a receber, abrindo uma nova conta. As solicitações podem ser feitas por aplicativo.

Desse modo, os golpistas encontram facilidade porque conseguem fazer a solicitação abrindo uma nova conta com dados vazados ou furtados. Os principais alvos são servidores públicos, já que seus dados são públicos.

 

Registrato

A PC orienta que as pessoas verifiquem frequentemente, por meio da funcionalidade Registrato, do Banco Central, se há contas bancárias, chaves PIX e/ou empréstimos desconhecidos em seu nome através do seguinte site: registrato.bcb.gov.br/registrato/login.

Também recomenda que enviem mensagem de texto, via aplicativo bancário e/ou WhatsApp, para o gerente de conta notificar toda tentativa de portabilidade de conta salário deve ser previamente informada e consentida, conforme o texto: “Sr(a) Gerente,Requeiro que não seja autorizado qualquer procedimento de portabilidade de minha conta salário para outras instituições financeiras sem a minha inequívoca anuência.”

 

Operação Ágio Premiado

No último mês, dois homens foram presos pela PC suspeitos de envolvimento nos crimes de empréstimo de conta bancária para a prática de golpes. A ação integra a Operação Ágio Premiado, que foi deflagrada no segundo semestre de 2021.

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As investigações giram em torno de uma associação criminosa que comete o crime de estelionato, fazendo anúncios em jornais de Goiás, em plataformas de comércio on-line ou nas redes sociais, para venda do ágio de um veículo com parcelas de financiamento reduzidas.

De acordo com a polícia, ao despertar o interesse das vítimas, o número disponível para a suposta compra do veículo é atendido por um homem que se passa por sargento do Corpo de Bombeiros Militar.

Na ligação, o golpista dizia que o carro foi vendido, mas sugere outro veículo para compra de um pastor conhecido, que estaria à venda e com condições semelhantes ao carro que a vítima teve interesse. Porém, quando a vítima entrava em contato, escutava uma alegação de que o homem tinha urgência para quitar uma dívida até ser convencida a fazer uma transferência no valor de R$ 5 mil.

Os dois suspeitos apreendidos pela polícia foram identificados como responsáveis por vender contas bancárias para a associação criminosa, o que possibilitava as transferências das vítimas durante o golpe.

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