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Operação Mercadores: Polícia Civil flagra mais de 100 animais vendidos ilegalmente na Feira da Lua

Nenhum possuía licença ambiental ou autorização, resultando em notificações e prazo de 30 dias para regularização. Um feirante foi autuado por expor um animal recém-operado, em fase de cicatrização.
Operação Mercadores: Polícia Civil flagra mais de 100 animais vendidos ilegalmente na Feira da Lua. Foto: Divulgação

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A Polícia Civil de Goiás deflagrou, no último sábado (28), a Operação Mercadores, ação conjunta para combater o comércio irregular de animais domésticos e investigar denúncias de maus-tratos na Feira da Lua, em Goiânia. Coordenada pelo Grupo de Proteção Animal (GPA/1ª DRP), a iniciativa mobilizou 44 agentes e atendeu a uma requisição do Ministério Público.

A operação teve apoio da Polícia Técnico-Científica, Diretoria de Bem-Estar Animal da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Secretaria Municipal de Eficiência, Secretaria Municipal de Gestão de Negócios e Parcerias e Guarda Civil Metropolitana. Foram identificados 18 feirantes vendendo mais de 100 animais, como cães, gatos e hamsters.

Nenhum possuía licença ambiental ou autorização, resultando em notificações e prazo de 30 dias para regularização. Um feirante foi autuado por expor um animal recém-operado, em fase de cicatrização.

Todos foram intimados a depor no GPA, com análise de condutas via laudos periciais. O relatório irá ao Ministério Público para medidas judiciais.

Apuração e sanções em vista

A delegada Simelli Lemes, do GPA, explicou que o foco foi apurar maus-tratos e legalidade comercial. “A operação atendeu requisição do MP para investigar possíveis maus-tratos e regularidade na venda”, disse. Não houve flagrante de crime, mas “para configurar, a perícia precisa comprovar sofrimento intenso e intenção de dano”. Em casos graves, há indiciamento, com penas de até cinco anos para maus-tratos a cães e gatos.

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Condições precárias e alerta aos compradores

A Amma identificou animais amontoados, expostos ao calor e sem estruturas adequadas. Raquel Fleury, diretora de Bem-Estar Animal, destacou cartões de vacina sem assinatura técnica, animais doentes com fungos e feridas. “Isso não garante nada ao comprador. Não compre, adote”, alertou.

Os responsáveis ficam como depositários, com exigência de acompanhamento veterinário. A Amma continuará investigações e ampliará fiscalizações em outros pontos de venda, reforçando as leis de proteção animal.

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