Uma pesquisa global divulgada no mês de março revelou que quase um terço dos homens e meninos nascidos entre 1997 e 2012 defende que a esposa deve sempre obedecer ao marido. Em Goiás, para reverter a tendência de crescimento constatada internacionalmente, a Casa de Leis goiana analisa um projeto de lei para criar a Política Estadual de Conscientização e Prevenção à Misoginia entre Jovens.
Protocolada como processo nº 4226/26, a proposta é do deputado Rubens Marques (PSB). O texto passou com sucesso pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuído para relatoria na Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa em um dos próximos encontros do colegiado.
A matéria define misoginia como “toda manifestação de ódio, desprezo, discriminação ou violência contra mulheres, baseada em preconceito de gênero ou na condição feminina”.
Entre os objetivos, cita-se não só o de prevenir comportamentos discriminatórios e misóginos entre o público-alvo, mas também o de estimular o protagonismo juvenil na promoção de relações saudáveis e respeitosas.
O projeto sugere capacitar professores, educadores e profissionais da rede pública de ensino para identificação e enfrentamento de atitudes discriminatórias. Além disso, promover palestras, seminários, oficinas e campanhas educativas nas escolas públicas estaduais, inclusive a partir de parcerias com universidades, organizações da sociedade civil e instituições públicas.
A iniciativa requer também que seja instituída a Semana Estadual de Conscientização e Combate à Misoginia entre Jovens, a ser realizada anualmente na rede estadual de ensino, preferencialmente no mês de março, em referência ao Dia Internacional da Mulher.
Na justificativa, Marques destaca a intenção de promover a cultura do respeito às mulheres e fortalecer valores de igualdade e convivência social saudável. Segundo o parlamentar, a violência de gênero é resultado da naturalização de ideologias misóginas que se reproduzem na sociedade ao longo do tempo.
Por isso, completa, torna-se fundamental que o poder público atue de maneira preventiva, especialmente junto aos jovens.
Fonte: Assembleia Legislativa de GO









































