O pastor Vanderlei Antônio de Oliveira foi condenado a 136 anos de prisão pela Justiça de Goiás por crimes que incluem estupro de vulnerável, produção de conteúdo sexual envolvendo menores e atuação em concurso de pessoas. Ele abusava sexualmente de fiéis da Assembleia de Deus Ministério Bola de Fogo — igreja que ajudou a fundar — afirmando estar incorporado por anjos durante os encontros.
Segundo a investigação policial, o pastor buscava fiéis emocionalmente vulneráveis, em especial aqueles com problemas de saúde ou pessoais, e realizava uma “campanha de oração” que envolvia sessões em que dizia ser um anjo incumbido de ajudá-los. Durante esses encontros, iniciava os abusos e ainda gravava vídeos para chantagear as vítimas. A esposa dele, Maria de Lurdes dos Santos Oliveira, foi condenada a 95 anos de prisão por ajudar a encobrir os crimes e incentivar as vítimas a obedecerem ao marido.
Os abusos ocorreram durante mais de uma década, afetando pelo menos nove fiéis, e só vieram à tona em 2023, quando o pastor e a esposa foram presos. A sentença determina que ambos cumpram as penas em regime fechado, porém o casal ainda pode recorrer da decisão. A defesa afirmou que irá recorrer da sentença, e o tribunal mantém monitoramento eletrônico dos réus até a decisão final.
Este caso chocou a comunidade local pela gravidade da manipulação e abuso cometidos em nome da religiosidade, evidenciando a importância de atenção e denúncia em casos de violência sob pretexto espiritual.
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