A Polícia Civil (PC) através da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (DERCAP), deflagrou em Goianésia no Vale do São Patrício, na quinta-feira (27), a 2ª fase da operação Coroa de Flores, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão em propriedade rural de um dos investigados, sendo apreendida uma arma de fogo.
Conforme a polícia, também foram determinados o afastamento das funções do vereador investigado e o bloqueio de bens e valores que poderão ser utilizados para o ressarcimento dos cofres da Câmara Municipal local. Segundo ainda informou a PC, as investigações estão em sua fase final e os envolvidos poderão responder por crimes de associação criminosa, fraude a licitação e peculato, cujas penas máximas se somadas podem chegar a 19 anos de prisão.
A PC não divulgou qual vereador vem sendo investigado, entretanto, no ano passado, durante a primeira fase da operação, Múcio Santana chegou a ser preso – por porte de arma de fogo, na ocasião do cumprimento de mandado de busca e apreensão, mas foi libertado após o pagamento de fiança no valor de R$ 20.000,00. A operação investiga aquisições de coroas de flores entre os anos de 2015 a 2020, realizada pela Casa de Leis.
Entenda a operação
No dia 14 de outubro de 2021, foi deflagrada a operação Coroa de Flores, com o objetivo de cumprir 09 mandados de busca e apreensão em residências, estabelecimentos comerciais e na Câmara Municipal de Goianésia.
As medidas foram determinadas pela 1ª Vara Criminal de Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro de Goiânia, em razão de investigação da PC que apontou supostas fraudes a licitação na aquisição de coroas de flores para ornamentar cerimônias de velórios no município.
Durante as investigações, foi verificado que entre os anos de 2015 e 2020, houve o direcionamento das aquisições de coroa de flores para que uma mesma funerária da cidade as fornecesse. Entretanto, foi verificado que esta funerária não costuma realizar o fornecimento de tais ornamentos e é ligada a um dos vereadores da Câmara Municipal.
Há suspeitas de que o antigo mandatário da Câmara de Vereadores seja o verdadeiro proprietário da empresa funerária que possui como sócios formais pessoas intimamente ligadas a ele, como o seu genro. Outrossim, há a possibilidade de sequer terem sido fornecidas as coroas de flores, já que a empresa funerária não possui permissão para a realização dessa atividade.
A investigação também apura o direcionamento na contratação de uma empresa de engenharia que prestou serviços para a Câmara Municipal por meio de dispensa de licitação.
No curso do cumprimento dos mandados de busca, haviam sido apreendidas 6 armas de fogo, entre revólveres, pistola e carabinas, além de munições de propriedade do principal investigado.
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