A Polícia Civil de Goiás interceptou uma encomenda com medicamento abortivo restrito, enviada do Pará para Aparecida de Goiânia, após denúncia de policiais de outro estado. Equipes monitoraram o pacote e abordaram o destinatário no momento da entrega, confirmando seis comprimidos acondicionados irregularmente e declarados falsamente como peças de computador.
Um homem, proprietário de uma barbearia, foi preso por adquirir o produto para entregá-lo a uma ex-parceira grávida, com o objetivo de interromper a gestação. A conduta configura crime permanente do artigo 273 do Código Penal, por manipulação e distribuição de medicamento sem registro na Anvisa.
Todo o conteúdo foi apreendido e encaminhado para perícia técnica. O autuado permanece à disposição do Poder Judiciário, enquanto a Polícia Civil reforça ações preventivas contra riscos à saúde pública e dignidade humana.
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