A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (17), a segunda fase da Operação Iraúna, visando combater o tráfico internacional de drogas através da troca de bagagens de passageiros em aeroportos. Estão sendo cumpridos oito mandados judiciais no estado de São Paulo, sendo seis de busca e apreensão e dois de prisão temporária.
A primeira fase da operação foi deflagrada em abril, identificou um grupo criminoso que remeteu 40kg de cocaína para a Alemanha por meio de troca de malas.
Conforme a PF, os mandados estão sendo cumpridos contra quatros funcionários terceirizados do aeroporto internacional de Guarulhos (SP), que também são alvos da investigação pelo possível envolvimento no tráfico internacional de drogas.
“O método de ação do grupo criminoso investigado consiste na retirada da etiqueta da bagagem despachada e colocação em outra, contendo as drogas ilícitas”, explicou a PF.
Na primeira fase, foram cumpridos seis mandados de prisão de funcionários terceirizados do aeroporto de Guarulhos, envolvidos na troca das etiquetas das bagagens de duas brasileiras que ficaram presas na Alemanha.
As goianas Jeanne Paolline e Kátyna Baía ficaram 37 dias presas no país após terem suas malas trocadas pela organização criminosa investigada. Conforme a investigação, as bagagens de Jeanne e Kátya foram despachadas no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia (GO) e as etiquetas das malas foram trocadas no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).
Na segunda fase da Iraúna, as investigações encontram-se em andamento para identificar todos os integrantes da organização criminosa.
Brasileiras presas
A polícia alemã apreendeu no início de março duas malas com 20kg de cocaína cada, etiquetadas com os nomes da veterinária Jeanne, de 40 anos, e da personal trainer Kátyna, de 44. As goianas foram presas no dia cinco de março e soltas no dia 11 de abril. A base para a liberação foram as imagens que mostram as bagagens sendo trocadas durante uma escala no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
De acordo com a PF, um dia antes do embarque das duas brasileiras, outra goiana teve a etiqueta da mala trocada por bagagem com drogas ao viajar para Paris, na França, mas não foi presa.
Organização criminosa
As investigações apontaram que o grupo criminoso enviou 40 kg de cocaína para a Alemanha através de troca de bagagens. Na ação, o grupo retirava as etiquetas da bagagem despachada e colocava em malas contendo drogas.
O grupo se dividia da seguinte forma: alguns trocavam as etiquetas e tiravam fotos das malas. A outra parte fazia o transporte da bagagem do terminal doméstico para o internacional.
JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com
Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192








































