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Preço da carne não tem previsão de queda em Goiás, segundo sindicato

O presidente do sindicato afirma que os preços só não subiram mais porque as vendas diminuíram bastante

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Item essencial no prato do brasileiro, a carne vermelha deve continuar pesando no bolso dos consumidores. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Carnes Frescas no Estado de Goiás (Sindiaçougue), o preço da carne bovina – que apresenta um tendência de alta desde 2019 – não tem previsão de queda a curto e médio prazo. Pelo contrário. Conforme a entidade, a carne só não deve ficar ainda mais cara por causa do atual baixo consumo do alimento.

Segundo consultoria LCA, a projeção de aumento do preço de proteínas em 2021 está acima da inflação oficial (IPCA). A maior alta é a da carne de boi (17,6%), seguida pela de porco (15,1%) e de frango (11,8%). Ao Mais Goiás, o presidente do Sindiaçougue, Silvio Carlos Yassunaga, explica que vários fatores influenciam no preço salgado das carnes, como o grande índice de exportações do produto.

“A oferta está menor e está se exportando muito. Quando a gente exporta, estamos falando em dólar. Então o dólar alto também pressiona os preços aqui”, pontua. Conforme cotação da tarde desta terça-feira (20), R$ 1 é igual a R$ 5,22.

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Yassunaga esclarece que o alto preço dos insumos para animais, como ração, farelo de soja e milho é outro fator que impacta diretamente no valor que chega aos consumidores. O presidente destaca que se não fosse o consumo baixo de carne registrado nos últimos meses, em função dos aumentos constantes, “a carne estaria subindo mais ainda”. “Só não estão subindo porque as vendas caíram bastante”, conclui.

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ESTADO

Em Goiás, irmãs morrem de Covid-19 em intervalo de 7 horas

Edilaine Santos da Costa estava grávida de 9 meses e precisou fazer uma cesárea de emergência. Elas estavam internadas em hospitais de cidades diferentes.

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As irmãs Edilaine Santos da Costa, 36 anos, e Elaine Rodrigues dos Santos, 33, morreram de Covid-19 em um intervalo de 7 horas em cidades diferentes de Goiás. Em decorrência da doença, a mais velha, que estava grávida de 9 meses, precisou passar por uma cesárea de emergência e não chegou a conseguir cuidar do filho.

“Foram dias de muito sofrimento. Está sendo um momento muito difícil”, disse Érica Santos da Costa, irmã das duas vítimas.

As duas irmãs testaram positivo para Covid-19 na mesma época. Como Edilaine, após passar pelo parto de emergência do filho, não podia ficar próximo dele, decidiu saiu de Pires do Rio e ir para Morinhos ficar em isolamento com a irmã na casa dela. Foi uma forma que encontraram de permanecer unidas, uma dando força a outra.

Com o passar dos dias, o estado de saúde de Edilaine foi se agravando e ela precisou ser internada no último dia 13. Mesmo com sintomas mais leves, a irmã mais nova também foi internada por garantia.

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Edilaine teve uma piora no estado de saúde e precisou ser transferida de Morrinhos para Itumbiara, onde foi intubada na UTI. “Depois disso, a Elaine, que estava bem, começou a piorar. Acho que o psicológico de ver a irmã sendo levada para a UTI também pode ter afetado”, disse Érica.

Elaine também precisou ser transferida na quinta-feira (29). Ela foi para levada para Senador Canedo.

“Na sexta-feira [30] ela ligou para minha mãe e o marido dela, disse que seria intubada, mas que iria se recuperar, iria sair dessa. Mas às 14h o marido dela recebeu uma ligação pedindo para que ele fosse ao hospital. Lá, disseram que ela tinha morrido”, contou Érica.

Edilaine, que seguia internada em Itumbiara, morreu às 21h do mesmo dia. “Ela viu o filho só de longe, foi a maior dor para ela”, disse a irmã.

As duas foram enterradas neste sábado (31) em Pires do Rio. Além da dor da despedida, a família ainda se preocupa com os pais das duas e o marido de Edilaine, que também estão com Covid-19. Eles se recuperam em casa.

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“A gente fica longe das pessoas que ama, é muito difícil. Não pode estar junto no hospital, não pode fazer um velório para se despedir”, lamentou Érica.

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