Bem-estar

Preparação mental e física para cirurgia plástica

Cuidados antes da cirurgia plástica incluem aspectos físicos, como condição de saúde, e mentais, como motivações para o tratamento.

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A cirurgia plástica demanda diversos cuidados prévios, como a escolha do cirurgião responsável, a ponderação sobre o hospital, a revisão de hábitos, os exames pré-cirúrgicos e outros.

A realização da cirurgia plástica não deve ser considerada apenas no aspecto estético, sendo que ponderar o quadro físico e mental é fundamental para que o processo seja uma experiência positiva ao paciente.

O mais recomendado é que as orientações sejam feitas pelo cirurgião plástico responsável, mas ainda assim é possível conhecer algumas questões abordadas, por exemplo, pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Confira a seguir!

7 erros comuns antes da cirurgia plástica

Infelizmente, ainda é comum que as pessoas recorram à cirurgia plástica sem plena consciência sobre a complexidade desse tratamento. Alguns erros comuns incluem:

  • não ter clareza das motivações para realização da cirurgia ou fazê-la para agradar terceiros;
  • tomar a decisão de forma precipitada, sem considerar os riscos de uma intervenção cirúrgica;
  • buscar soluções baratas e arriscar-se com pessoas não habilitadas à realização desse tipo de intervenção;
  • ater-se a ideia de que a cirurgia plástica é a solução para algum problema ou que vai mudar completamente a relação do paciente com seu corpo;
  • ter expectativas não realistas em relação aos resultados da cirurgia plástica;
  • acreditar que apenas a cirurgia plástica é um caminho para a autoestima e o amor próprio;
  • não planejar o pré e pós-operatório com antecedência.

Portanto, verifica-se que os problemas mais comuns são de ordem física e também mental.

 

Como se preparar para a cirurgia plástica?

O preparo para cirurgia plástica é realizado em etapas e não pode ser negligenciado pelo desejo de executar o tratamento rapidamente. Entenda a seguir como se preparar adequadamente para garantir melhores resultados e segurança durante e depois do procedimento.

 

Cuidados físicos

Os cuidados físicos que antecedem a realização da cirurgia plástica são diversos e podem ser iniciados anos antes do procedimento. Eles incluem:

  • em muitos casos de cirurgia plástica, especialmente abdominoplastia e lipoaspiração, o paciente pode ser orientado a perder e estabilizar peso antes para que o procedimento seja mais seguro e com resultados esteticamente mais satisfatórios;
  • pacientes com doenças crônicas como diabete, hipertensão e mesmo psoríase devem estar com o quadro controlado há meses antes de realizar a cirurgia;
  • pode ser recomendado que o paciente reveja seus hábitos alimentares, especialmente quando a perda de peso é indicada pois, práticas ruins podem comprometer os resultados da cirurgia plástica em pouco tempo;
  • o sedentarismo é sempre combatido quando falamos em promoção da saúde, de forma que antes de recorrer à cirurgia pode ser indicado começar alguma prática para melhorar a saúde de forma geral;
  • pacientes fumantes devem, preferencialmente, parar de fumar definitivamente, mas é recomendado, pelo menos, três meses sem tabaco antes de qualquer cirurgia eletiva.

Além desses cuidados relacionados à rotina e hábitos, o paciente também será orientado a realizar exames de sangue, urina e cardíacos para verificar a condição geral de saúde.

Cuidados mentais

Não é incomum que os cuidados mentais e emocionais sejam negligenciados no pré-operatório da cirurgia plástica, mas eles são fundamentais e incluem:

  • compreender as motivações para realização da cirurgia plástica que deve, preferencialmente, ser baseada em um desejo próprio e não influencia externa;
  • evitar decidir algo importante em períodos conturbados da vida, como momentos de estresse, depressão e luto;
  • ter expectativas realistas em relação aos resultados da cirurgia plástica, tendo clareza quanto aos riscos, possíveis complicações e efeitos colaterais;
  • conversar abertamente com o cirurgião plástico sobre as insatisfações estéticas pessoais e o momento de vida;
  • conversar, quando possível e/ou recomendado pelo cirurgião plástico, com psicólogo antes da cirurgia plástica para avaliar se a opção é a que melhor atende aos anseios emocionais;
  • conversar com as pessoas do seu convívio pessoal em relação à escolha, não buscando aprovação, mas sim suporte prático e emocional para as demandas dessa fase da vida.

O suporte emocional é, em alguns casos, mais determinante que o físico para realização da cirurgia plástica, como no caso de pacientes jovens, especialmente os adolescentes, e pessoas com transtorno de imagem.

Nesses casos, é muito comum que seja necessária uma avaliação psicológica ou psiquiátrica para que a cirurgia plástica não acabe por ser uma experiência traumática e prejudicial.

É importante que o paciente esteja consciente que a cirurgia plástica pode sim, entregar resultados estéticos satisfatórios, entretanto, a promoção de uma autoimagem positiva não deve depender apenas da questão estética.

Da mesma forma, é preciso que haja um comprometimento do paciente com o processo, como fazer melhores escolhas alimentares, de ter uma recuperação adequada e de esperar os resultados, que podem demorar meses para ficarem visíveis em alguns casos.

Como visto, a decisão, preparação e realização da cirurgia plástica podem ser etapas mais complexas do que algumas pessoas pensam, sendo fundamental uma assistência adequada do cirurgião plástico e da rede de apoio pessoal para que esse momento torne-se mais satisfatório.

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Assembleia Legislativa de SP promulga lei que cria Polícia Penal

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Foi promulgada, hoje (30), pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria a Polícia Penal paulista. Com a mudança, agentes de escolta e vigilância penitenciária, além de agentes de Segurança Penitenciária, se tornam policiais penais. A medida adequa o estado à Constituição Federal, que teve alteração em 2019 nesse sentido. Na prática, entre as mudanças está a substituição dos policiais militares na escolta de presos em todo o estado.

A PEC que cria a nova categoria foi aprovada por unanimidade em dois turnos no último dia 23. O texto estabelece que o quadro de servidores da Polícia Penal será preenchido, exclusivamente, por meio de concurso público e da transformação dos cargos isolados ou dos cargos de carreira dos atuais agentes penitenciários e dos cargos públicos equivalentes.

A medida é apoiada pelos funcionários do sistema prisional. Durante a cerimônia de promulgação, Gilberto Antonio, secretário-geral do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), disse que a medida é um avanço. “Nós já fazemos a função de policial, o que não tínhamos era o direito. Agora a categoria terá uma segurança jurídica, com mais treinamento, mais capacitação para desenvolver um trabalho melhor para a sociedade paulista e também para a reintegração social dos presos.”

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O secretário de Estado da Administração Penitenciária, coronel Nivaldo Restivo, informou durante o evento que o governo paulista já convocou 1,5 mil agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária aprovados em concurso público. Os novos profissionais devem receber formação técnico-profissional oferecida pela Escola de Administração Penitenciária (EAP).

Avaliação

A inserção da Polícia Penal como um dos órgãos de segurança pública foi aprovada no Congresso Nacional em 2019, com a Emenda à Constituição 104. Entre os críticos da medida, está o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) que avalia que a transformação da carreira de agente penitenciário em uma carreira policial não traz melhorias ou valorização, pois isso só ocorreria com investimento público.

“A atividade dos agentes penitenciários tem a função precípua de guarda, custódia e proteção dos encarcerados. É uma atividade que não pode se confundir com outras atividades policiais, como as de investigação (inerente à polícia judiciária) e de repressão (inerente à polícia militar). Isso pode criar conflitos graves dos quais podem decorrer violações de direitos humanos, nulidades processuais e até mesmo expor a risco os agentes envolvidos, avalia Bruno Salles Pereira Ribeiro, diretor e 1º secretário do IBCCRIM.

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Por se tratar de uma adequação, essa mudança deve atingir todos os estados. Ribeiro lembra que a estruturação da nova polícia ainda será objeto de lei orgânica e estatuto que irão disciplinar a organização, as atribuições, o funcionamento, os direitos, os deveres, as vantagens e o regime de trabalho. “Essas legislações estão em discussão e é muito importante que ela leve em conta as particularidades das atividades de cada tipo de policial e agente, com o fim de evitar os conflitos”, aponta.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Geral

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