Dalmir Félix da Cruz, de 52 anos, confessou ontem (09), ter participado do duplo homicídio que vitimou o ex-prefeito de Matrinchã, Daniel Antônio de Souza (PTB), de 50, e a primeira-dama, Elizeth Bruno de Barros, 40. A confissão ocorreu durante a participação dele na reconstituição do crime, realizada pelo delegado Valdemir Pereira da Silva, titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) e responsável pelo caso.
O crime ocorreu há um ano na cidade a 260 quilômetros de Goiânia, na chácara em que o casal morava. Também participou do crime o ex-secretário de Finanças do município, Hélio Soyer, de 67, que já havia confessado o duplo homicídio poucos dias após o cometimento. Já Dalmir, que era amigo de Hélio, havia negado a participação em três interrogatórios.
Conforme Silva, na reconstituição foi possível verificar toda a dinâmica do acontecimento, em que a dupla teria utilizado uma marreta e uma faca para matar o prefeito e sua esposa. Dalmir teria dado golpes nas vítimas com uma marreta para que eles ficassem desacordados, enquanto Hélio seria o responsável por cortar os pescoços de ambos com uma faca. As armas não foram encontradas.
O delegado diz que já há indícios sobre a motivação, mas que isso ainda não será divulgado para não comprometer a investigação. No último sábado (06), foi preso o secretário de Administração na época do crime, Cleib de Morais, suspeito de instigar Hélio e Dalmir. Ele não participou da reconstituição porque não estava presente no local, mas foi ele quem encontrou os corpos das vítimas.












































