Um servidor da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Santa Terezinha de Goiás no Vale do São Patrício foi alvo de uma operação da Polícia Civil (PC), nesta sexta-feira (7). Isso porque, ele é suspeito de realizar transferências de propriedade de veículos sem apresentação da documentação necessária e, ainda, falsificar documentos para que o esquema não fosse descoberto.
Durante a ação, a polícia cumpriu quatro mandados de busca em endereços relacionados ao suspeito. E também foi cumprido um mandado de busca no Ciretran, onde documentos foram apreendidos.
Segundo o delegado Douglas Costa, o caso foi descoberto após a denúncia de uma vítima de Goiânia. De acordo com ele, a vítima vendeu um veículo para um homem que não pagou pelo automóvel. E esse homem procurou pelo servidor Ciretran, que transferiu o veículo para o nome de uma terceira pessoa sem apresentar nenhum dos documentos necessários.
Quando a vítima de Goiânia verificou a situação do veículo, ele já não estava cadastrado como sendo dela. Diante disso, registramos a ocorrência e passamos a apurar os fatos, explicou o Costa. O nome do suspeito não foi divulgado.

Detran-GO
Através de nota Detran-GO informou que o servidor não faz mais parte do quadro de funcionários. Destacou também que zela pela legalidade e transparência nos serviços e não pactua com nenhum tipo de irregularidade. E que está colaborando com as investigações.
Abuso de confiança
Ao longo das investigações, a PC encontrou indícios de que o servidor recebia valores em dinheiro para realizar transferências de propriedade de veículos sem apresentação da documentação necessária, como vistoria do veículo, e autorização de transferência de propriedade de veículo com assinatura de comprador e vendedor com firma reconhecida.
O servidor para tentar ocultar sua conduta utilizava muitas vezes o acesso (login ao sistema) dos colegas de trabalho, pois como trabalhavam todos juntos, e as pessoas do interior são de confiar umas nas outras, não suspeitavam do colega, detalhou o delegado.
Além disso, o funcionário é investigado por falsificação de documentos e falsidade ideológica, por ter produzido documentos falsos para encaminhar à controladoria do Detran, quando foi solicitado que apresentasse alguns documentos dos procedimentos fraudulentos por ele realizados.

Patrimônio incompatível
A PC constatou nas investigações que o servidor apresentava patrimônio incompatível com a renda obtida. Diante disso, durante a operação, foram apreendidos dois veículos, que somados, custam R$ 200 mil.
Ainda está sendo apurado todo o valor obtido de forma indevida, mas estimamos que seja um valor considerável, pois ele estava no órgão há mais de cinco anos e, com salário de aproximadamente R$ 4 mil, não é possível ter o patrimônio que ele ostenta, como os dois veículos de luxo apreendidos”, afirmou o Costa.
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