Apesar da utilização corriqueira quase como sinônimos, sensações e sentimentos apresentam uma distinção capital para o desenvolvimento humano e o amor. O primeiro conceito refere-se à percepção dos sentidos físicos, enquanto que o segundo, as afeições e emoções mais profundas e sublimes. Por meio das sensações, há os prazeres que vão e passam sem satisfazer seu interior, sua ânsia de ser. Neste caso, o “ter” substitui de modo imperfeito e como conquistas que buscam o preenchimento passageiro, torna-se a sede que jamais é saciada.
Já os sentimentos se alinham ao coração, ao amor profundo, as representações que permitem edificar uma vida com conteúdo e significado. Através dos sentimentos elevados, há o amor que consegue suprir as primorosas necessidades e o preenchimento da vida em sua essência.
Como sementes de diferentes rupturas, a primeira é como a verdura que, em poucos dias, brota e já morre. A segunda, tal como a semente do carvalho exige cuidados especiais, desde a preparação do solo até o cuidado para sua germinação.
Investir em relacionamentos com base em sentimentos é a maneira adequada de construir legítimo porto seguro nas variações da vida. Há momentos calmos e turbulentos e ter alguém para compartilhar a existência é um modo de maturidade e aprendizagem. A família como a segurança de que as horas empregadas na terra foram de construção dos sentimentos e obras edificantes. O que permite a satisfação com a própria consciência, coração e missão de vida.
Paulo Hayashi Jr. é doutor em Administração. Professor e pesquisador da Unicamp.
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