Opinião

Soluções injetáveis representam importante ferramenta para o uso racional de antibióticos em suínos

O SISAAB utiliza a terapia baseada na Concentração de Prevenção de Mutação (CPM), definida como a Concentração Inibitória Mínima (CIM) da cepa mutante menos sensível. Na prática, isso significa o uso da dose de antibiótico 4 até 8 vezes acima da dosagem da CIM 90 para a população bacteriana da cepa mutante.

Publicados

Quarto maior fornecedor de carne suína no mundo, o Brasil produz cerca de 4 milhões de toneladas dessa rica proteína por ano, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A oferta de carne de qualidade em larga escala caminha em paralelo com avanço genético, eficaz controle sanitário e correto manejo nutricional. Aliás, a saúde dos animais tem estado cada vez mais em evidência, especialmente devido ao movimento global pelo uso prudente e responsável de antibióticos.

Os suinocultores e técnicos devem dispor dos antibióticos somente nos momentos em que eles são indispensáveis. Dessa forma, aproveitamos o melhor dessa tecnologia e contribuímos para a redução da presença de resíduos acima de limites toleráveis em produtos destinados ao consumo humano. Assim, a escolha do antibiótico precisa ser cuidadosamente analisada. Além disso, a sensibilidade dos agentes bacterianos é um dos principais parâmetros a considerar na escolha do antibiótico injetável.

São três as formas de aplicação: injetável, via ração e via água. Levantamento epidemiológico feito na União Europeia a longo prazo demonstrou alto padrão de sensibilidade do princípio ativo marbofloxacina em relação aos principais agentes bacterianos causadores das mais importantes doenças reprodutivas, respiratórias e digestivas. Assim, na escolha do antibiótico injetável, as especificações e os benefícios do fármaco também devem ser considerados. São eles: espectro de ação, características farmacocinéticas e farmacodinâmicas, eficácia, praticidade, segurança para a cadeia e custo-benefício.

Leia Também:  Sua excelência o eleitor!

Nesse contexto, um novo conceito para antibióticos injetáveis ganha força e espaço no mercado: o SISAAB (Antibiótico de Curta Duração e Injeção Única). Trata-se da utilização de um antibiótico bactericida com dose elevada, que cura rapidamente o animal com mínimo tempo de exposição ao antibiótico, de modo que a imunidade natural seja privilegiada após a interrupção da infecção.

O SISAAB utiliza a terapia baseada na Concentração de Prevenção de Mutação (CPM), definida como a Concentração Inibitória Mínima (CIM) da cepa mutante menos sensível. Na prática, isso significa o uso da dose de antibiótico 4 até 8 vezes acima da dosagem da CIM 90 para a população bacteriana da cepa mutante.

A administração de marbofloxacina 16% na dosagem de 8 mg/kg tem apresentado resultados consistentes e muito eficazes contra as principais doenças respiratórias de origem bacteriana dos suínos, como diarreia em leitões, síndrome MMA (metrite, mastite e agalaxia) – atualmente denominada como Síndrome da Disgalaxia Pós-Parto (SDP) – e infecções do trato urinário por meio do conceito SISAAB.

A marbofloxacina é o ingrediente ativo de Forcyl, desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal – uma das 10 maiores indústrias veterinárias do mundo. O produto é o primeiro antibiótico injetável indicado para suínos à base de marbofloxacina. Com dose única, proporciona ação rápida e alta eficácia, com rápido retorno do animal ao seu ciclo de desenvolvimento. A aplicação pode ser realizada em todas as fases da produção e o período de carência é curto: 9 dias. O uso de Forcyl, por meio do conceito SISAAB, proporciona potente efeito bactericida, tem rápida eliminação e ampla indicação de uso, proporcionando benefícios em termos de eficácia, rapidez e segurança (baixo risco de resistência bacteriana).

Leia Também:  Vacinação infantil travada

O antibiótico é indicado para infecções causadas por Escherichia coli (no intestino e no trato urinário, além da MMA) e por Pasteurella multocidaActinobacillus pleuropneumoniae e Haemophilus parasuis (no trato respiratório). Soluções inovadoras como Forcyl representam uma opção inovadora para os principais desafios sanitários enfrentados pela suinocultura tecnificada, especialmente em um país com população superior a 56 milhões de suínos (dos quais quase 2 milhões são matrizes), de acordo com o Associação Brasileira Criadores Suínos (ABCS).

André Buzato é médico veterinário

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ARTIGO

A Hepatite Misteriosa

O que é essa Hepatite Misteriosa que tem acometido nossas crianças? É um tipo de hepatite aguda (inflamação do fígado de forma abrupta) de origem desconhecida que está acometendo crianças em cerca de 20 países. Muito severa, a doença não tem relação direta com os vírus conhecidos que causam a hepatite (tipos A, B, C, D e E) e um em cada dez casos exigiu transplante de fígado.

Publicados

em

Muito se tem falado dessa Hepatite Misteriosa que tem acometido nossas crianças e muitos pais têm perguntado sobre, então resolvi explicar um pouco sobre essa doença. Esclarecendo um pouco mais do assunto, que ainda não se sabe muito. Quero ressaltar sempre a importância do acompanhamento periódico das crianças com seus Pediatras.

O que é essa Hepatite Misteriosa que tem acometido nossas crianças? É um tipo de hepatite aguda (inflamação do fígado de forma abrupta) de origem desconhecida que está acometendo crianças em cerca de 20 países. Muito severa, a doença não tem relação direta com os vírus conhecidos que causam a hepatite (tipos A, B, C, D e E) e um em cada dez casos exigiu transplante de fígado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o último dia 10 de maio, foram reportados 348 casos prováveis da hepatite misteriosa no mundo, sendo que a maioria foi no Reino Unido. Houve relatos na Espanha, Israel, Estados Unidos, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Itália, Noruega, França, Romênia, Bélgica e Argentina. A maioria em crianças de um mês a 16 anos, com seis mortes relatadas nos EUA. No dia 14 de maio, o Ministério da Saúde informou que o Brasil tem 41 casos notificados da doença em nove estados.

Leia Também:  A comunicação pode ajudar a combater o coronavírus e salvar vidas!

Como possível causa, o adenovírus foi detectado em pelo menos 74 casos; em 18 casos, testes moleculares identificaram a presença do adenovírus F tipo 41 e em 20 foi identificada a presença do SARS-CoV-2. Além disso, em 19 houve uma coinfecção por SARS-CoV-2 e adenovírus.

O adenovírus é um vírus comum que pode causar sintomas respiratórios, vômitos e diarreia, e, no geral, a infecção por tais vírus é de duração limitada e não evolui para quadros mais graves. Houve casos raros de infecções graves por adenovírus que causaram hepatite em pacientes imunocomprometidos ou transplantados, No entanto, essas crianças infectadas eram anteriormente saudáveis.

Esse surto pode estar relacionado às vacinas do COVID-19? Com base nas informações atuais, a maioria das crianças relatadas com a hepatite aguda não recebeu a vacina contra Covid-19, descartando uma ligação entre os casos e a vacinação neste momento.

Quais são os sintomas e o tratamento? Muitos casos de hepatite aguda apresentaram: sintomas gastrointestinais como dor abdominal, diarreia e vômitos e aumento dos níveis de enzimas hepáticas (aspartato transaminase (AST) ou alanina aminotransaminase (ALT) acima de 500 UI/L), icterícia (pele e esclera -parte branca dos olhos- amarelados) e ausência de febre. Perda de apetite. Urina escura e fezes esbranquiçadas.

Leia Também:  O Brasil e os refugiados do mundo!

A Opas recomenda ainda o uso de medidas básicas de higiene, como lavar as mãos e cobrir a boca ao tossir ou espirrar para prevenir infecções, que também protegem contra a transmissão do adenovírus. As recomendações de tratamento podem ser aprimoradas assim que a origem da infecção for determinada. O tratamento atual busca aliviar os sintomas, manejar e estabilizar o paciente.

O mais importante é ficar atento aos sintomas, estando presentes deve-se procurar atendimento médico imediatamente.

Adriana Cássia Moreno Saturno é Médica Pediatra

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

VALE SÃO PATRÍCIO

PLANTÃO POLICIAL

ACIDENTE

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA