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STF Pega Pesado

STF condena homem que sentou na cadeira de Moraes a 14 anos de prisão

O caso ganha destaque por simbolizar o desrespeito aos símbolos institucionais, com o réu posando como “ministro” em meio à depredação.
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, participa de eventos em referência aos atos golpistas — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Aildo Francisco Lima a 14 anos de prisão em regime fechado por sua participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Durante a invasão ao prédio da Corte, o réu sentou na cadeira do ministro Alexandre de Moraes e fez uma live provocativa, declarando: “Aê, pessoal, essa daqui é a cadeira do Xandão. Porra, agora eu sou um ministro da Corte. Vamos lá, c*”.

A sentença, proferida pela Primeira Turma do STF, imputa a Lima cinco crimes graves: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. A decisão reforça a linha dura da Corte contra os invasores que depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, em um episódio que chocou o país e resultou em centenas de processos.

A defesa de Lima tentou desqualificar as provas, alegando que o vídeo analisado pela Polícia Federal (PF) não era a versão original postada pelo réu. Contudo, em interrogatório à PF, o condenado negou ter compartilhado o material em suas redes sociais, mas reconheceu ser o autor da gravação. A contradição enfraqueceu a estratégia defensiva, que não conseguiu reverter a condenação.

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Lima, residente em Campo Limpo Paulista (SP), foi preso preventivamente pela PF em 27 de setembro de 2023, durante operação contra participantes dos atos golpistas. Até o momento, o STF já julgou dezenas de casos semelhantes, com penas que variam de 3 a 17 anos de prisão, sinalizando tolerância zero a ameaças à democracia.

O caso ganha destaque por simbolizar o desrespeito aos símbolos institucionais, com o réu posando como “ministro” em meio à depredação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) celebrou a decisão como “exemplo de justiça restaurativa”.

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