Uma onda de tempestades deve atingir o Sul do Brasil a partir desta semana, com potencial para inaugurar o primeiro episódio de tempo severo associado ao El Niño de 2026-2027 na América do Sul. A instabilidade deve começar na quinta-feira (16) e persistir pelo menos até a terça-feira (21), com maior impacto no Rio Grande do Sul, além de reflexos no Uruguai e na Argentina.
Segundo a MetSul Meteorologia, o cenário inclui chuva volumosa, risco de granizo, descargas elétricas intensas e ventos fortes, com possibilidade de formação de supercélulas e fenômenos isolados mais severos, como microexplosões e tornados. A previsão também indica volumes de 100 mm a 200 mm em vários municípios gaúchos até meados da próxima semana, com áreas específicas podendo somar 200 mm a 300 mm ou mais.
Impactos previstos
O principal risco imediato é a elevação rápida de níveis de rios, arroios e córregos, o que pode provocar alagamentos urbanos e rurais, inundações repentinas e transtornos em áreas vulneráveis. Em anos de El Niño, meteorologistas destacam a tendência de chuva mais intensa concentrada em um único dia ou em sequência de dias consecutivos, elevando o potencial de deslizamentos e enchentes no Sul.
Além da chuva persistente, o comportamento da atmosfera favorece tempestades mais organizadas e destrutivas, especialmente quando há combinação de ar quente em altitude, umidade e forte cisalhamento do vento. Na prática, isso pode significar rajadas intensas, queda de granizo e danos a redes elétricas, telhados e lavouras.
Cenário climático
A confirmação de um novo episódio de El Niño reforça a atenção para o Sul do país, região historicamente mais exposta a excesso de chuva durante esse tipo de fenômeno. Já o centro e o norte do Brasil tendem a sentir efeitos diferentes, com menor regularidade das precipitações e maior influência de calor e tempo seco em parte do território.
Para a imprensa local, o enfoque mais forte pode ser dado ao contraste entre a melhora de temperatura antes da virada do tempo e a chegada abrupta da instabilidade, que costuma ampliar o risco de eventos severos em poucas horas. Esse tipo de transição rápida costuma ser decisivo para explicar ao leitor por que o alerta meteorológico ganhou peso nesta semana.
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