A body piercer Larissa Plaza Alves de 35 anos, que havia sido presa suspeita de fazer cirurgias plásticas ilegalmente em Goiânia foi solta após audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira (10). A soltura da body piercer foi realizada após o pagamento de uma fiança de R$ 9 mil.
Após a manifestação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), a decisão foi assinada pelo juiz de direito Vitor França Dias Oliveira. A defesa de Larissa Plaza Alves alegou que o flagrante da body piercer foi planejado uma vez que policiais se passaram por clientes.
“O flagrante teve diversas irregularidades, foi um flagrante preparado, pois foi armado uma situação com um atendimento para um cliente falso, sendo que na verdade eram policiais, e houve invasão do domicílio dela sem nenhum mandado e buscas também sem determinação judicial”, consta na nota da defesa da suspeita.
A defesa ainda afirmou que houve uma perseguição e abuso de autoridade por parte da autoridade policial divulgando a imagem dela com a intenção de procurar vítimas. “Por fim, ela vai se afastar desses procedimentos até que consiga regularizar a situação dela e mostrar que houve uma prisão injusta e sem nenhum respaldo jurídico”, informaram.
A liberdade provisória determinada em audiência de custódia foi emitida após pedido do MP-GO que, segundo a decisão, solicitou a restituição da liberdade e a redução do valor da fiança. Inicialmente, o valor da fiança solicitado pela polícia era de R$ 11 mil.
Entenda o caso
A delegada Débora Melo, frente do caso, detalhou que entre as cirurgias plásticas realizadas pela body piercer, estão otoplastia – correção de orelha de abano, loboplastia – correção de orelha rasgada, retirada de quelóides na face – orelha e nariz, além de correção de flacidez em orelhas e até na região umbilical.
Conforme a delegada, o principal agravante nesse caso é que, a realização de procedimentos cirúrgicos na região da face, ainda mais no lóbulo da orelha, possuem alto risco de gerar necrose.
De acordo com a polícia, no estúdio onde as cirurgias eram realizadas, a Vigilância Sanitária de Goiânia encontrou diversas irregularidades. A delegada ressaltou que o estabelecimento não tinha nenhum alvará de funcionamento.
“O estúdio não tinha nenhum tipo de alvará sanitário, então nem se ela quisesse apenas executar os serviços de body piercing, estaria correta”, pontuou Débora Melo.
JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com
Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192













































