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Suspeito de matar mulher em Caldas Novas se apresenta após receber ameaças

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A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), realizou a prisão na manhã de ontem (1º), do suspeito do feminicídio de Nayara Gama Freitas, de 22 anos. Osmarildo Gama Borges, conhecido como Kauã Cigano, de 28 anos, é o principal suspeito das investigações e foi encontrado em Rondonópolis, Mato Grosso.

O homem estava foragido desde o dia 19 de outubro, quando as investigações do caso começaram, após o corpo da vítima ser encontrado em um matagal no povoado de Grupinho, no município de Caldas Novas. Conforme a Polícia Civil (PC), as denúncias da localização do homem eram atualizadas frequentemente. A PC sabia onde o homem estava, e estava negociando a sua apresentação junto ao delegado do caso, Dr. Tibério Martins Cardoso. “As denúncias vinham de pessoas da comunidade cigana que estavam indignadas com o caso e estavam ameaçando suspeito”, explica o delegado. Ainda de acordo com o delegado, a indignação da comunidade era muito intensa, a ponto de atearem fogo na casa da mãe do suspeito no início da semana. Estas ameaças podem ter sido o estopim para o homem negociar a sua apresentação à polícia, supõe o delegado. “Foi uma apresentação voluntária, mas não espontânea. A gente convenceu ele por estar correndo perigo de vida, para a própria segurança do suspeito”.

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Osmarildo estava acompanhado do filho do casal de 1 ano e 3 meses e também responderá pelo crime de subtração de incapaz. Após a apresentação, um mandado de prisão preventiva contra o mesmo foi expedido. O suspeito foi encaminhado para o presídio de Caldas Novas, onde aguardará o julgamento. Ele confessou o feminicídio.

De acordo com o delegado, o inquérito será concluído em até dez dias. “O cigano responderá pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver, subtração de incapaz e pode ser indiciado por tortura, caso seja comprovada a suspeita”. Somados, estes crimes podem ultrapassar 40 anos. Destes, 30 anos apenas pelo crime de feminicídio.

A criança foi recuperada e encaminhada ao conselho tutelar do município, que deverá fazer a entrega à mãe de Nayara.

 

Vídeo

No dia 29 de outubro o suspeito divulgou um vídeo tentando explicar a motivação do feminicídio à comunidade cigana “de todo o Brasil”. No vídeo ele diz que “as pessoas (da comunidade) estão com raiva dele”. A justificativa do crime seria uma traição. Cigano afirma que a mulher estaria grávida de outro homem e teria uma viagem marcada para fugir do Estado com o filho. “Eu fui atrás dela e topei ela conversando com um homem, falando que tava “barriguda” do homem, que ela tinha que fugir e eu não podia saber de nada”, afirmou na gravação.

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Após laudo do Instituto Médico Legal (IML), foi comprovado que a mulher não estava grávida.

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Osmarildo

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