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Trabalhadores dos Correios entram em greve em Goiás

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Trabalhadores dos Correios entraram em greve na noite de terça-feira (19), após a realização de assembleias em Goiânia e no interior do estado. Apesar da paralisação, a empresa informou que nenhuma unidade está fechada.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Goiás (Sindect-GO), a categoria tentou negociar com a empresa, mas não obteve êxito. Além de Goiás, a paralisação atinge outros 19 estados.

Entre os motivos da greve estão a pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, falta de concurso público e mudanças no plano de saúde.

Os Correios informaram, em nota, que a paralisação não afeta, até esta quarta-feira (20), os serviços de atendimento. De acordo com a empresa, 85% dos funcionários estão trabalhando nesta tarde, o que corresponde a 2.490 empregados, e que “o movimento está concentrado na área de distribuição”

A empresa explicou que nas unidades em que há grevistas “já colocou em prática o Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população”.

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Os Correios afirmam que “continuam dispostos a negociar e dialogar com as representações dos trabalhadores na busca de soluções que o momento exige”. A empresa “considera a greve um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação e prejudica todo o esforço realizado durante este ano para retomar a qualidade e os resultados financeiros da empresa”.

Os Correios enfrentam uma crise econômica. Por isso, a empresa tomou medidas para reduzir gastos e melhorar a lucratividade. Nos últimos dois anos, a instituição teve prejuízos de quase R$ 4 bilhões. Deste total, 65% correspondem a despesas com funcionários.

A empresa anunciou em março o fechamento de 250 agências, apenas em municípios com mais de 50 mil habitantes. Os Correios também iniciaram na ocasião uma série de medidas de redução de custos e de reestruturação da folha de pagamentos.

Em março, o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou que, se a empresa não promovesse o “equilíbrio rapidamente”, “caminharia para um processo de privatização”.

G1

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