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Itapaci: Família de preso mantém corpo no IML até autopsia

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O corpo de um detento, Rafael Tales Gonzaga Carvalho de 23 anos que morreu no início da noite do dia 8 de junho, mantém o corpo do mesmo no Instituto Médico Legal (IML) em Ceres. Rafael estava preso desde novembro de 2019, respondendo processo criminal de acusação de tráfico de drogas e corrupção de menos e foi levado inicialmente para o Hospital Municipal de Itapaci no dia 7, com o rosto muito inchado e foi diagnóstico foi furúnculo.

A família de Rafael não o visitava há três meses desde o início das medidas de isolamento social, nenhum familiar visitou o mesmo atendendo decreto do governo estadual.

 

Manifestação da DGAP

De acordo com a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), Rafael foi levado para o Hospital Municipal de Itapaci no domingo (7) após queixa “de dor causada por um cisto na face”. Depois de medicado, ele retornou à UPR e uma receita dos medicamentos prescritos foi repassada à família. Na segunda-feira (8) pela manhã a irmã de Rafael, entregou os remédios no presídio, mas no início da noite o preso foi novamente levado à unidade de saúde e não resistiu.
“Os esclarecimentos em relação à causa morte do custodiado dependem dos exames periciais da Policia Científica e da investigação da ocorrência, já sob responsabilidade da Polícia Civil”, informou a DGAP.

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Pedidos judiciais

A família não quer realizar o sepultamento do corpo enquanto não for realizada a autópsia completa para definir o exato motivo da morte de Rafael. Dois pedidos neste sentido foram realizados e endereçados ao juiz de direito da Comarca de Itapaci, que negou ambos.

A nossa reportagem conversou com a advogada Carolina Mendanha, que vai entrar com recurso junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO). “Causa estranheza para a defesa e para a família o motivo pelo qual o Poder Judiciário não autoriza a autópsia completa já que até mesmo o Ministério Público manifestou a favor do procedimento”. De acordo com Mendanha, a família teme que Rafael tenha sido envenenado. 

A defesa e os familiares insistem que somente uma autópsia completa irá definir a real causa da morte do rapaz que estava sob a tutela do estado. A advogada disse que o corpo de Rafael vai permanecer no IML de Ceres até que haja um retorno do Poder Judiciário para o caso.

 

Determinação do juiz de direito

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O juiz de direito, Eduardo de Agostinho Rico expediu ofício à UPR determinando a instauração de procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da morte além de solicitar atestado médico do óbito, laudo de necropsia, certidão de óbito e cópia do prontuário de Rafael. “O óbito, portanto, está sob investigação”, escreveu ele em uma das decisões proferidas.

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