A Polícia Civil de Goiás, por meio da Central Geral de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, realizou uma operação que resultou na apreensão de 4,5 toneladas de palha de café destinadas à adulteração de café industrializado. A ação ocorreu após denúncia anônima e levou à interdição de um depósito clandestino e da indústria responsável pelo produto adulterado, que era distribuído para várias cidades do estado, incluindo Carmo do Rio Verde, onde a empresa investigada venceu licitação para fornecimento.
Durante as investigações, revelou-se que o café adulterado chegava a órgãos públicos, escolas e famílias em municípios como Carmo do Rio Verde, Minaçu, Vila Boa, Santa Fé de Goiás, Guapó, Abadia de Goiás, Anicuns, e Goianira, entre outros. O responsável pela operação tentou fugir, mas foi preso em flagrante. A Vigilância Sanitária interditou os locais envolvidos, e as amostras do produto foram enviadas para perícia da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) para verificação da pureza e do uso correto do selo de qualidade.
A Polícia Civil continua com as investigações, e o Judiciário já foi acionado para prolongar a suspensão da indústria por até 90 dias enquanto os laudos técnicos são concluídos. O esquema de adulteração representa risco para a saúde pública e prejuízo ao consumidor, além de ferir normas sanitárias e leis penais.
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