Uma fazenda rural de 716 hectares em Santa Terezinha de Goiás, no norte do estado, avaliada hoje em cerca de R$ 40 milhões, é o centro de uma disputa judicial que se arrasta há mais de 15 anos.
Em 2009, a propriedade, conhecida como Fazenda Buriti, foi vendida por R$ 1 milhão a Milton Coelho Rocha, pecuarista local. As duas primeiras parcelas foram pagas, mas a última, de R$ 700 mil, ficou pendente, condicionada à transferência definitiva do imóvel. A vendedora original faleceu durante o processo, e suas herdeiras, como Anilce de Fátima Bonfim, assumiram a ação para rescindir o contrato por inadimplência.
Sua localização no perímetro de expansão urbana do município elevou o valor da fazenda drasticamente, com potencial para loteamentos e chácaras. Estudos apontam possível jazida de esmeraldas, ainda não confirmada, o que torna o imóvel ainda mais atrativo. Milton investiu na limpeza da área, introdução de gado e arrendamentos, mas perdeu a posse por liminar judicial.
A desembargadora Sandra Regina Teodoro Reis, do TJ-GO, manteve a validade do contrato em decisão recente. Ela determinou que Milton pague a parcela com correção desde 2013 e juros, enquanto as herdeiras regularizam o registro e lavram a escritura. A posse segue com as herdeiras até o cumprimento; a defesa do comprador recorreu para limitar os juros ao fim do processo.
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