A Justiça de Goiás concedeu medida protetiva a um homem vítima de violência praticada pelo ex-companheiro, em Mineiros, no sudoeste do estado. A decisão é considerada inédita no estado porque aplicou a Lei Maria da Penha em um caso envolvendo relação homoafetiva masculina.
De acordo com as informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça de Goiás, o homem relatou perseguição, intimidação e agressões após o fim do relacionamento. O ex-companheiro teria insistido em reatar a relação e, diante da recusa, passou a adotar comportamento agressivo, chegando a destruir objetos na residência da vítima.
Na decisão, o juiz Matheus Nobre Giuliasse destacou que a proteção prevista na Lei Maria da Penha pode ser estendida a situações de violência doméstica em relações homoafetivas quando há contexto de vulnerabilidade e subalternidade. O entendimento também se apoia em decisão do Supremo Tribunal Federal de 2025, que reconheceu a possibilidade de aplicação da norma nesses casos.
Entre as medidas impostas, o agressor ficou proibido de se aproximar da vítima e de seus familiares, além de não poder manter qualquer tipo de contato. Também foi determinado o uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias e a participação em programa de reeducação sobre violência de gênero.
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