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Banco Central planeja concurso com 140 vagas em meio à crise do Banco Master

O Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) prepara a autorização para 140 vagas na autarquia: 120 para o cargo de analista e 20 para a carreira de procurador, segundo apuração da Folha.
Banco Central prepara novo concurso público para reforçar equipes de supervisão e fiscalização | Foto: Antonio Molina/Folhapress

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Enquanto a crise envolvendo o Banco Master reacende o debate sobre a capacidade de fiscalização do sistema financeiro, o Banco Central deve ampliar seu quadro de servidores por meio de um novo concurso público. O Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) prepara a autorização para 140 vagas na autarquia: 120 para o cargo de analista e 20 para a carreira de procurador, segundo apuração da Folha.

A ministra Esther Dweck já comunicou à Advocacia‑Geral da União (AGU) a autorização das 20 vagas destinadas a procuradores — etapa necessária por se tratar de carreira jurídica. Fontes do governo indicam que a liberação das 120 vagas de analista deve ser anunciada em breve.

Parte dos novos servidores deverá ser alocada na área de supervisão bancária, apontada como uma das mais pressionadas do Banco Central. O reforço ocorre num momento em que a atuação da autoridade monetária sobre instituições financeiras voltou ao centro das atenções após o caso Master, e técnicos da autarquia têm defendido o fortalecimento das equipes responsáveis pelo acompanhamento prudencial e pela fiscalização do sistema financeiro.

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A autorização para 140 vagas, porém, é menor que o pedido inicial apresentado pelo Banco Central ao MGI. A autarquia havia solicitado autorização para um concurso com 560 vagas: 410 para auditores (cargo hoje equivalente a analista), 110 para técnicos e 40 para procuradores. Representantes do BC argumentaram que a recomposição do quadro é necessária diante de perdas acumuladas por aposentadorias e pela redução nas contratações nos últimos anos.

Em paralelo, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também se prepara para reforçar seu quadro com cerca de 50 técnicos, após críticas por não ter atuado em relação a fraudes ligadas ao Master, sobretudo em operações de fundos de investimento conectados à instituição. Técnicos afirmam que a perda de pessoal tem prejudicado áreas estratégicas como supervisão, regulação e tecnologia da informação.

Ao mesmo tempo, o Banco Central segue mobilizado no Congresso em torno da PEC 65/2023, que amplia sua autonomia administrativa, orçamentária e financeira. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2026 e aguarda votação em plenário. Defensores da medida sustentam que a autonomia financeira daria ao BC maior flexibilidade para gerir orçamento, realizar concursos e conduzir políticas de pessoal, reduzindo a dependência de autorizações do Executivo. No Executivo, entretanto, a proposta enfrenta resistência, em especial do Ministério da Fazenda, devido aos moldes propostos.

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