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Plantão Policial

Menino de 3 anos morre após espancamento; Polícia diz que batidas deslocaram o coração

A criança havia sido internada em estado gravíssimo no hospital da região após o episódio, ocorrido no domingo (05/07).
Menino de 3 anos morre após espancamento; Polícia diz que batidas deslocaram o coração. Foto: Reprodução

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Um menino de três anos morreu na madrugada de quinta-feira (09) após ser vítima de agressões em Águas Claras. Segundo a Polícia Civil, as lesões encontradas no corpo da criança foram tão severas que chegaram a deslocar o coração, além de fraturar completamente o fêmur e causar afundamento craniano, conforme relato de uma das médicas que atendeu a vítima.

O pai e a mãe do menino foram presos. Em depoimento, o pai admitiu ter agredido o filho após a criança não lhe ter dado “bom dia”, relatando ter desferido socos no peito e no abdômen e ter batido a cabeça da criança contra o chão. A Polícia Civil investiga os crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e omissão.

A delegada Luana Medeiros informou que as descrições do atendimento médico apontaram para um quadro de extrema violência. “A médica nos explicou que o coração do menino chegou a mudar de lugar de tão forte que foi o espancamento, e que o fêmur dele foi completamente fraturado”, declarou a delegada. Ela acrescentou que as lesões observadas não são compatíveis com apenas três socos e uma batida na cabeça, agressões que o pai havia alegado em depoimento.

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A criança havia sido internada em estado gravíssimo no hospital da região após o episódio, ocorrido no domingo (05/07). O IGP foi acionado para perícia e a polícia aguarda o laudo para conclusão sobre a causa da morte e eventual detalhamento das circunstâncias que levaram ao óbito.

A investigação também apura a conduta da mãe e se houve omissão ou participação nos fatos. A Secretaria de Saúde local e as autoridades policiais não divulgaram, até o momento, informações sobre possíveis medidas de proteção anteriores à família ou histórico de denúncias.

O caso segue sob responsabilidade da delegacia regional, que colhe novas provas e depoimentos para instruir o inquérito. Familiares e vizinhos foram ouvidos pela polícia, e imagens e laudos periciais serão analisados para esclarecer a dinâmica das agressões e responsabilizar os envolvidos conforme a legislação.

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